Não pretendo fazer uma análise exaustiva das características da Lua (nem de qualquer outro corpo), mas apenas deixar umas pequenas notas.






Astronomicamente falando, a Terra é o 3º planeta a contar do Sol, a uma distância de 150 000 000 km da nossa estrela.
ascer da Terra":

Voltarei a mencionar esta conjunção, termo de que depois falarei, quando os meus posts chegarem a Júpiter, e nessa altura os planetas estarão ainda mais próximos. Com certeza será uma visão deslumbrante...
Vénus fica a 0,28 U.A. de nós, pelo que é o nosso mais próximo vizinho. O seu ano é 0,62 o ano terrestre e a rotação do planeta dura aproximadamente 243 dias, com uma particularidade curiosa: é em sentido inverso ao de todos os outros planetas principais, à excepção de Urano.
É semelhante à terra em várias dimensões, como a massa, a densidade e o raio.
A inclinação da sua órbita quase circular é de 3,39º. Não tem luas.
O aspecto mais marcante de Vénus é a sua atmosfera. Sofre de um enormíssimo efeito de estufa, devido ao excesso de dióxido de carbono que possui, e isso torna-o o planeta mais quente do Sistema Solar, mais quente ainda que Mercúrio, que está bem mais próximo do Sol. Apesar da noite ser muito prolongada em Vénus, o efeito de estufa é tão intenso que o planeta não arrefece mesmo quando não está virado para o Sol. Pode atingir 482ºC.
A atmosfera á tão densa que vale por 100 atmosferas terrestres e estar na superfície de Vénus é como mergulhar no mar a 920 metros de profundidade.
Para estudar a sua superfície, algumas sondas soviéticas da série Venera e as americanas Pioneer aterraram em Vénus, mas não resistiram mais que uma hora.
A crosta parece ser formada por uma camada basáltica espessa, e revela crateras de impacto e vários vulcões.
Apesar de ter sido formado na mesma zona e no mesmo período que a Terra, e com isso ter ficado com dimensões semelhantes, as semelhanças com a Terra ficam por aí...


Quase não possui atmosfera mas há vestígios de Hélio, Sódio e Oxigénio. Internamente, o planeta tem uma estrutura muito semelhante à nossa, com um núcleo metálico que constitui cerca de 70% da massa total de Mercúrio. A comprová-lo, está a existência de um campo magnético, que faz com que a gravidade aqui seja semelhante à de Marte, apesar da diferença de tamanho.
É possível ver Mercúrio a olho nu, em algumas ocasiões, mas está sempre tão próximo do Sol, no nosso campo visual (o afastamento angular visto da Terra, de Mercúrio ao Sol não ultrapassa os 28º), que isso nem sempre é possível, até porque só pode ser visto 2h antes do nascer do Sol ou após o pôr-do-sol.
Como curiosidade, fica a seguinte nota... como só pode ser visto OU de manhã OU de tarde (nunca ambas no mesmo dia), na Antiguidade julgava-se que eram 2 objectos diferentes. Tinha o nome de Apolo (Estrela da Manhã) ou Mercúrio (Estrela da Tarde), baptizado pelos Gregos. Egípcios e Hindus também julgavam que eram 2 corpos celestes distintos. Só muito mais tarde se percebeu que era um único objecto...
NOTA: Para se perceber o que é o afastamento angular, imaginemos o seguinte: quando o Sol se está a pôr, a desaparecer no horizonte, o afastamento angular entre ele e o ponto do céu exactamente sobre as nossas cabeças é do 90º, fazendo um ângulo recto em nós.
Outra imagem: estamos no centro de um relógio, onde os ponteiros se unem. O afastamento angular entre o "12" e o "3" é de 90º, e entre o "2" e o "3" é de 30º (muito próximo dos 28º referidos atrás). Aqui entende-se a proximidade que Mercúrio tem do Sol, no nosso campo visual.




Existem 8 planetas principais, divididos por 2 categorias: os telúricos (terrestres) e os gigantes (exteriores).
Depois existem os corpos transneptunianos que, conforme o nome indica, estão localizados para lá da órbita de Neptuno (órbitas superiores a 200 anos). Neles está, por exemplo, Plutão, agora considerado um planeta-anão (ou planetóide). Entramos aqui na Cintura de Kuiper, composta de rochas congeladas e ricas em metano, amónia e água.
Daqui para a frente vou falar detalhadamente de cada um destes elementos do Sistema Solar.
Antes de mais, é preciso dizer que está longe do Zodíaco (da linha de eclíptica), onde pontificam Vénus e Júpiter. Logo, é impossível confundir-se com qualquer outra coisa... Em termos práticos, vamos imaginar um observador virado para Oeste (Poente), que olha para cima. À sua "esquerda" terá a eclíptica, e o Triângulo estará mais para a "direita".Vega é da constelação da Lira. É a 5ª estrela mais brilhante do céu. À sua volta há um disco de gases e poeiras propício ao aparecimento de planetas, se é que já não existem. Por volta do ano 14000, Vega será a nossa Estrela Polar, devido à precessão dos equinócios, tema que um dia mais para a frente abordarei.
Altair está na constelação da Águia, a 17 anos-luz da Terra, sendo uma das estrelas visíveis mais próximas de nós. É uma estrela achatada nos pólos, pois tem uma rotação muito rápida. O seu nome vem do Árabe "Águia Voadora".
Deneb pertence à constelação do Cisne. É uma das estrelas mais brilhantes conhecidas, apesar da sua distância verdadeiramente colossal em relação a nós, e tem um diâmetro entre 200 e 300 vezes o do Sol. Ou seja, se a estrela central do Sistema Solar fosse Deneb, o seu tamanho seria aproximadamente a órbita da Terra.

Também Gémeos, Touro, Perseu e Cassiopeia são impossíveis de falhar, se soubermos para onde olhar...
Ao invés, outras formações que nos acompanharam durante o Verão começam agora a desaparecer do nosso campo visual. De entre elas, não posso deixar de destacar o Triângulo de Verão, constituída por 3 estrelas de constelações diferentes, mas muito brilhantes.
Plutão tem um satélite natural (Caronte) com uma dimensão muito próxima da sua, de tal forma que se fala no par Plutão-Caronte. Giram um em torno do outro porque as suas massas não são tão diferentes assim, ao contrário dos outros planetas do Sistema Solar, que são muito maiores que as suas luas, e não sentem tanto os efeitos da sua gravidade. Nix e Hydra são outras luas, bem mais pequenas que Plutão.
Existem outros corpos de dimensões semelhantes às de Plutão, que foram descobertos mais recentemente, e que também conduziram à sua "despromoção". Isso será motivo de conversa noutro dia.
Há ainda outro facto diferente em Plutão. A sua órbita cruza com a de Neptuno durante alguns anos (dos 248 anos que demora a sua translação, 20 são passados mais próximos do Sol que Neptuno). Esta imagem é elucidativa:
Podemos ainda ver que a sua órbita é mais elíptica e menos circular que a dos outros planetas.
Plutão pode ter "descido de categoria", mas ninguém duvida que é muitíssimo especial...

E depois a Matemática explicou-me o resto... O que é que muitas circunferências concêntricas definem? Um plano. Neste caso, o plano das órbitas dos planetas é o plano de eclíptica. Se imaginarmos que fazemos um "corte" nesse plano, ou melhor, imaginando-o "de lado", vamos acabar por obter uma linha, a linha de eclíptica.
Outra forma que achei para perceber foi a de me imaginar na Terra, e como todos giram em torno do Sol, todos iriam aparentemente girar em círculo à minha volta... E esse círculo estaria definido, baptizado de linha de eclíptica...
Plutão está ali representado. Foi considerado pela União Astronómica Internacional como um planeta-anão, foi despromovido, mas isso é assunto para amanhã.