quarta-feira, 18 de março de 2015

INFOGRAFIA SOBRE O ECLIPSE

O Jornal de Notícias tratou de publicar hoje, na sua edição online, uma infografia que é bastante clara no que toca à explicação sobre o que é um eclipse.
Poderia publicar um texto, mas um simples clique no link que aqui deixo é suficiente.



quinta-feira, 12 de março de 2015

ECLIPSE DO SOL - 20 DE MARÇO

Poucas, muito poucas mesmo, são as oportunidades que teremos ao longo da vida para assistir a um eclipse do Sol. Ainda menos são as oportunidades de o ver em Portugal, sem alterar as nossas vidas nem as nossas rotinas. Por isso mesmo, não devemos desperdiçar as ofertas que a mecânica celeste nos dá.

No próximo dia 20 de março, entre as 8h e as 10h da manhã, iremos ver o brilho do Sol desvanecer-se. Esperemos que não haja nuvens a atrapalhar!

O eclipse será visível como total no norte da Europa, nas ilhas Faroé, no arquipélago de Svalbard e no Ártico, numa faixa que terá entre 410 e 480 km de largura.
Em Portugal, o eclipse será visível como parcial em todo o território continental e ilhas, sendo que o Sol aparecerá mais coberto pela Lua nas ilhas do Corvo e das Flores. 
O Observatório Astronómico de Lisboa publicou, no seu site (http://oal.ul.pt/eclipse-do-sol-20-mar-2015), algumas imagens que reproduzo parcialmente a seguir, que mostram as zonas cobertas pelo eclipse.
Na primeira imagem vemos representada a zona norte do globo. A faixa negra representa a área em que o eclipse será visto como total. Daí para sul podemos ver a percentagem de área solar coberta a diminuir.


Na segunda imagem temos uma ampliação do mapa de cima, mas aplicada mais sobre o território Português, e a hora de máximo do eclipse.


É preciso relembrar que olhar diretamente para o Sol, mesmo durante o máximo do eclipse, é EXTREMAMENTE PERIGOSO E PODE PROVOCAR CEGUEIRA!
Não há nada como usar filtros solares oculares e fazer observações curtas, entre outras regras de segurança!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O PONTO AZUL CLARO

Acredito que pouca gente tenha lido uma das obras primas de Carl Sagan, "Pale Blue Dot" ("O Ponto Azul Claro"). Acredito que menos pessoas ainda saibam qual foi a imagem que deu origem ao livro e, consequentemente, à forma como muitos dos que o leram passaram a encarar o nosso Planeta Terra.
A imagem, tirada pela Voyager 1, é esta.


























É curioso que uma imagem como esta, que tem tanto de poético e romântico, tenha sido tirada no Dia de S. Valentim. Há 25 anos, em 1990, a Voyager 1, então nas imediações de Neptuno, virou-se para trás e tirou uma foto à Terra. Não somos, todos nós, mais do que aquilo: um pequeno ponto azul claro.

Esta foto não estava nos planos originais da Voyager. Mas um dos responsáveis por esta missão, o incontornável Carl Sagan, insistiu para que a Voyager fizesse esta manobra e tirasse um retrato de família ao Sistema Solar.
A refração da luz que vemos na imagem é apenas um efeito da própria câmara, mas vamos fazer contas. Quando esta imagem foi captada, a Voyager estava a 40 Unidades Astronómicas (UA) da Terra. Cada UA são 150 milhões de km (a distância do Sol à Terra). Isto significa que a Voyager 1 estava a SEIS MIL MILHÕES DE KM de nós! Por um lado, isso mostra-nos que mesmo de tão longe é possível sermos vistos. Mas por outro lado, mostra-nos muito bem quão pequenos somos...

Hoje, a Voyager 1 está a 130 UA da Terra, no espaço entre as Estrelas, e ainda comunica connosco. Se tirasse uma foto como esta agora, a Terra apareceria 10 vezes mais pálida.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A PHILAE ESTÁ A DORMIR...

E pronto, a Philae está a dormir.

Mas antes disso fez história. Pela primeira vez na História da Humanidade, conseguiu-se fazer aterrar algo feito por "Nós" na superfície de um cometa.

A bordo da sonda espacial Rosetta, lançada a 2 de março de 2004 à boleia do rocket Ariane 5, a Philae é um pequeno robô cujo objetivo é, juntamente com a Rosetta, fazer um estudo detalhado do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.

A Rosetta e a Philae tomaram os seus nomes baseados na Pedra de Roseta e no obelisco que permitiu a sua leitura, elementos essenciais para a compreensão dos hieroglifos egípcios. Da mesma forma, espera-se que ambas possam agora ajudar a desvendar alguns enigmas sobre a origem do Sistema Solar e da origem da Vida na Terra.

A Agência Espacial Europeia conduziu esta missão desde o primeiro dia, fazendo algo que, pessoalmente, admiro bastante. A forma como se divulgou a missão e a sua evolução, e o modo como se conseguiu fazer chegar ao público cada conquista da Rosetta e da Philae, fizeram com que muitas pessoas se sentissem mais próximas da Ciência e da Exploração Espacial. Como admirador confesso de Carl Sagan e das suas ideias, não posso deixar de imaginar como ele ficaria feliz se soubesse que alguém ouviu os seus apelos de divulgação científica e a forma como a Humanidade conseguiu chegar a um novo "mundo", como ele chamava a todos os Planetas, Luas, Estrelas, Cometas... ou seja, a todos os corpos celestes que existem no nosso Universo.

Depois de uma longa viagem, a Rosetta aproximou-se do cometa a 6 de agosto deste ano. Tomou, depois, uma sequência de manobras que permitiram que fosse escolhido o melhor local possível para se fazer descer a Philae até à superfície do 67P.




Foram enviadas as primeiras fotos em primeiro plano de um cometa e a jornada pôde ser acompanhada ao minuto por todos os interessados, nomeadamente pelo twitter da Rosetta e da Philae. Os dados enviados para Terra estão agora a ser analisados. Após uns primeiros dias de sucessos, de repente as baterias da Philae começaram a dar de si. Recebem muito menos luz do sol do que era previsto e, naturalmente, cederam.

Há uma janela de oportunidade para recuperar as comunicações quando o cometa se aproximar do sol, em agosto de 2015. Até lá, a Philae está a dormir...


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

OS SONS DO ESPAÇO

O vídeo contem um texto suficientemente explicativo.
Tudo à nossa volta emite radiação, mas só podemos ouvir algumas, numa faixa limitada do espetro eletromagnético. O que se fez aqui foi transportar a radiação captada para uma frequência que os nossos ouvidos possam receber e processar.
Ouçam os sons do Espaço...

segunda-feira, 7 de julho de 2014

"NECESSIDADES" ESPACIAIS :)

No Espaço tudo é diferente.
As coisas que nos são mais básicas podem tornar-se muito complicadas. Imagine-se o que é fazer tudo em gravidade zero... que tal este vídeo de como tomar um café no Espaço?


Mas há mais... e chorar? Que tal chorar no Espaço?


Mas não é o pior... imaginemos o que será que acontece quando algo corre mal no ato de... defecar. :) Mau demais para imaginar, não é? Fiquemo-nos pela transcrição (hilariante) das conversas mantidas pelos astronautas da Apollo 10 em 1969.


sábado, 10 de maio de 2014

A ESTRELA IRMÃ DO SOL

Pronto, descobriram-se "familiares diretos" do Sol fora do Sistema Solar... 
A Estrela-Irmã do Sol, que nasceu da mesma nuvem de poeira e gás que originou a sua formação, foi encontrada. Chama-se HD162826 e localiza-se na constelação de Hércules, que é mais visível no hemisfério norte no verão, e no hemisfério sul entre maio e agosto. É a quinta maior constelação do céu, em termos de área ocupada na esfera celeste, mas não é facilmente localizada porque tem estrelas pouco brilhantes. E tem, agora, a irmã do Sol, que não é visível a olho nu.
HD 162826 está a 110 anos-luz e é 15% mais massiva que o Sol.
Este mapa ajuda a localizá-la:


Quem tiver interesse no estudo que conduziu a esta conclusão, pode ler o artigo que foi publicado aqui.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

PARABÉNS, HUBBLE!

Passaram hoje, dia 24 de abril, 24 anos desde o lançamento do telescópio espacial Hubble.
Seguiu a bordo do space shuttle Discovery, na missão STS-31.
Foi o décimo lançamento efetuado pelo Discovery, com uma tripulação de 5 astronautas, mas marcou uma era porque foi o primeiro grande observatório da NASA em órbita.
Esta foto foi tirada no dia seguinte, após o deployment de parte das antenas e dos seus paineis solares.

O Hubble continua a ser precioso na procura pelo conhecimento científico.


domingo, 6 de abril de 2014

ERUPÇÃO SOLAR EM HD

Hoje deixo um vídeo libertado pelo Solar Dynamics Observatory da NASA, que mostra uma fantástica erupção solar.

Esta erupção ocorreu no dia 2 de abril. É uma mistura de 2 comprimentos de onda, localizados na região do espetro eletromagnético reservada ao extremo ultravioleta: 304 e 171 Angstroms. 

Fonte: nasa.gov

domingo, 23 de março de 2014

ISS AO SERVIÇO DA OBSERVAÇÃO DA TERRA

Esta foto foi publicada pelo Observatório Terrestre da NASA. Foi tirada pela ISS (Estação Espacial Internacional), numa zona sobre o Médio Oriente.

Em toda a atmosfera terrestre, ocorrem 50 relâmpagos por segundo, o que significam 4,3 milhões de relâmpagos por dia, qualquer coisa como 1,6 mil milhões de relâmpagos por ano. 
Usando um novo instrumento como sensor destes fenómenos a bordo da ISS, instalado em agosto de 2013, os cientistas esperam captar pelo menos parcialmente alguns destes relâmpagos.


O Firestation (assim se chama o instrumento) inclui:
  • fotómetros para medir a intensidade dos flashes de luz;
  • antenas rádio para medir a intensidade do relâmpago;
  • detetor de emissões de raios gama.
Foi desenhado para observar 50 relâmpagos por dia e procurar pequenas rajadas de raios gama, que surgem na sequência destes trovões. Os raios gama são normalmente associados a estrelas que explodem ou a fusão nuclear, mas foram encontrados indícios de flashes de raios gama terrestres (TGF - Terrestrial Gamma Ray Flashes), que deverão ocorrer a uma média de 500 por dia.
Um dos objetivos desta investigação é descobrir que tipo de processos pode despoletar esta emissão de raios gama, e saber se existe ligação com os chamados red sprites, que uma tradução direta pode indicar algo como "duendes vermelhos".


A imagem em cima foi tirada também a partir da ISS, a uma tempestade entre Myanmar e a Malásia.
Na imagem do meio, vemos um red sprite, que é uma descarga elétrica que ocorre dezenas de quilómetros acima da atmosfera e está associada a tempestades, trovoadas e relâmpagos. São muito difíceis de observar, não só porque duram apenas alguns milissegundos, mas também porque a partir da Terra as nuvens que as provocam tapam a visão.