quinta-feira, 7 de março de 2013

METEORITO vs. ASTEROIDE - Imagens do meteoro

De seguida publico algumas imagens do meteorito, em fase... meteoro.
Se bem se lembram do meu último post, aquando da sua entrada na atmosfera terrestre, liberta um clarão. É precisamente isso que este vídeo (retirado do youtube) permite ver.

Deixo também algumas fotos do evento.




Esta imagem mostra o rasto que o meteoro deixou na atmosfera.


segunda-feira, 4 de março de 2013

METEORITO vs. ASTEROIDE - O que é um meteorito?

Na sequência que tenho escrito, o meu post de hoje tenta dar uma luz sobre a definição de meteorito.
A visão pouco romântica diz que é uma pedra. Isso, para mim, é uma visão muito redutora.

Um meteorito é de origem mineral e pode ter origem na própria formação dos Planetas e das suas Luas, em asteroides, ou podem ser detritos deixados por cometas. Assim, quando a Terra cruza esses "rastos" deixados por esses cometas à sua passagem, vemos "chuvas de Estrelas" (motivo para um próximo post).

Existem 3 tipos de meteorito: rochosos, ferrosos e uma mistura de ambos.

Em cima vemos imagens de 3 meteoritos que caíram na Terra.
A imagem da direita corresponde ao maior meteorito que alguma vez foi recuperado em território americano.

Se compararmos com a pequena imagem ao cimo de tudo neste post, vemos como podem assumir diversas formas e estruturas, e com isso diferentes graus de destruição, riscos de segurança e possibilidades de estudo sobre matéria extraterrestre.
A propósito desse assunto, uma análise microscópica ao ALH84001, um meteorito que caiu na Antártida em 1984, revela fosseis de forma de vida bacteriana, como a imagem documenta.

É importante que se retenha que a probabilidade de vida extraterrestre é extremamente elevada sob a forma de vida bacteriana e microscópica, e não sob a forma de homúnculos verdes ou cinzentos, conforme o gosto do especulador do momento...

Há ainda outra coisa a reter, e tem a ver com a terminologia utilizada.
Meteoro e meteorito não são bem a mesma coisa, e existe ainda o termo "meteoroide", menos popular mas não menos importante por isso.
Um "meteoroide" é um fragmento de rocha com diâmetro (não são esféricos, mas vamos considerar que sim, ok?) e que orbita o Sol.
Quando esse meteoroide entra na atmosfera terrestre, a sua fricção com as partículas de ar vai aquecer a superfície do meteoroide e vai derreter. Solta-se uma chama que brilha intensamente. O brilho e o meteoroide, em conjunto, formam o "meteoro", popularmente chamado de "estrela cadente".
Sobreviver à passagem pela atmosfera é uma tarefa exigente, que a esmagadora maioria dos meteoros não consegue. E nenhum sai ileso, porque inevitavelmente vão diminuir e perder massa, mas aos que conseguem e atingem a superfície terrestre é-lhes dado o nome de "meteorito".
Este quadro ajuda a perceber a ideia:
Velhice é um posto.
Devemos respeito a estes corpos celestes, não só porque nos podem dar cabo da vida, como pelo conhecimento que nos podem permitir ter do Espaço, das formas de vida que podem albergar e de todo um conjunto de questões relevantes para a Ciência e para a Astronomia e para a Cosmologia em particular. Mas também os devemos respeitar porque a maioria destes corpos datam de há 4,5 ou 4,6 mil milhões de anos, a idade estimada para a própria Terra.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

METEORITO vs. ASTEROIDE - "Death from the Skies"


Este post é mesmo muito curto.

Tinha falado no último post, METEORITO vs. ASTEROIDE - Estão relacionados?, num livro muito bom de Philip Plait.

Deixo aqui a imagem da capa, para que os eventuais interessados possam procurá-lo. Se gostam de uma escrita rigorosa mas bem humorada, este livro vai fazer as vossas delícias.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

METEORITO vs. ASTEROIDE - Estão relacionados?

Resposta pronta: NÃO!

E agora sim, descrevo o post que vou fazer. Ou melhor, a série de posts que inicio hoje.
Gosto de escrever posts em sequência, desde que estejam relacionados, obviamente. Penso que assim consigo abranger temas mais alargados sem ser demasiado maçador, centrando as minhas atenções em um "subtema" de cada vez. E este tema é altamente propício a isso. Não sei se vou fazer 1 post sobre isto ou se vou fazer 10. Sei que vou escrever sobre um tema atual.

Na semana passada (15/02/2013), o Mundo acordou para a Astronomia, graças às notícias que davam conta da queda de um meteorito na Rússia e da passagem (muito) próxima da Terra de um asteroide. De repente, parecia que o Universo nos queria matar. Já dizia o astrónomo Philip Plait no seu "Death from the Skies" que o Universo tem várias formas para acabar connosco. E tem. Já agora, recomendo VIVAMENTE a leitura deste livro. Li-o na sua versão original (a inglesa) e adorei. Não sei se há em Português.

Voltando ao tema... no outro dia disseram-me uma coisa grotesca:

"Isto está tudo f...! Agora estamos a ser bombardeados por pedras!"

Sim, numa visão pouco romântica são pedras.
Sim, podemos chamar-lhe... "bombardeamento".
Mas, good news! Se isto é um bombardeamento, o que se passou aquando da formação da Terra e do Sistema Solar foi uma guerra nuclear! E dessa já estamos livres! O que temos agora são resquícios dessa guerra... 

Nota de rodapé: como em todas as guerras, os danos ficam por muito tempo após o último tiro ser disparado...

Quando o Sistema Solar estava a formar-se, o... "bombardeamento" foi muito mais feroz. Os Planetas estavam a formar-se e todas as poeiras, bocados de rocha, detritos de outras explosões e todo o tipo de matéria andava à solta no Espaço à espera de colidir com aquilo que lhe aparecesse à frente.
Muitos Planetas têm as cicatrizes desse tempo.
Os gigantes gasosos (Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno) não nos permitem ver essas cicatrizes porque a sua superfície é gasosa. TESTE 1: Atirem uma pedra pelo meio do nevoeiro para ver se ela deixa marca...
















Em cima, da esquerda para a direita, e de cima para baixo, vemos imagens de Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno. Nem uma marca de crateras de impacto.


Já os Planetas telúricos (Mercúrio, Vénus, Terra e Marte) têm muitas marcas de impactos. A própria Lua as tem. TESTE 2: Atirem a mesma pedra contra uma parede de barro húmido e temos aí a diferença.






















Em cima, da esquerda para a direita, e de cima para baixo, vemos imagens de Marte, Terra, Vénus e Mercúrio. O que não falta são marcas de crateras de impacto.

A atmosfera de um dado Planeta é que determina a erosão que as crateras de impacto sofrerão com o passar do tempo. E aqui, convém referir que estamos a falar de tempo geológico e não da nossa comum ideia de "tempo". Aqui são eras, são centenas ou milhares de milhões de anos. Muito tempo, portanto... Tempo suficiente para as crateras desaparecerem ou, pelo menos, suavizarem.
No nosso caso (Terra), o próprio Homem trata de produzir modificações na superfície terrestre. Menos mal se fosse só na superfície... Mas ainda assim resistem algumas provas do já referido... "bombardeamento".

Essencial a reter após tudo o que disse até agora: impactos com "Corpos Celestes", com estes "Corpos Celestes", são normais.

O que não é normal é acontecerem dois factos dignos de notícia quase em simultâneo. Todos os dias a Terra é atingida por enormes quantidades de... "detritos espaciais". Todos os anos, regularmente, há "chuvas de estrelas", que não são mais do que meteoros. Volta e meia vemos uma "estrela cadente", que não é mais que um meteoro a viajar sem companhia. Não é normal é vir um asteroide fazer um voo rasante quase ao mesmo tempo que um meteoro atinge a Terra! Por exemplo, o próximo voo rasante previsto de um asteroide é, se não me engano, do Apophis, e está previsto para daqui a uns anos (quando fizer um dos próximos posts vou verificar a data efetivamente prevista).

Termino este post da mesma forma como o iniciei:
A QUEDA DO METEORITO E A PASSAGEM PRÓXIMA DO ASTEROIDE NÃO ESTÃO RELACIONADOS!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

CAPELLA

Foi-me pedido um post sobre Capella, a Estrela mais brilhante da constelação do Cocheiro (ou Auriga, para quem preferir a designação original).

Capella (Alpha Aurigae ou α Aur, "Alfa" por ser a Estrela mais brilhante da sua Constelação), é a 11ª Estrela mais brilhante do Céu Noturno e a 3ª mais brilhante do Hemisfério Norte, com Arcturus e Vega a ultrapassá-la nessa classificação.
Mas antes de mais, é preciso saber como a podemos localizar.

Em Portugal, podemos vê-la nesta altura do ano pouco depois do por-do-sol até pouco depois das 3h da manhã. Depois dessa hora, fica muito baixa no horizonte. Uma boa forma de a procurar será encontrar primeiro a Constelação de Orion, de que falei no post anterior. Por perto andará Júpiter e Capella estará localizada de acordo com a seguinte representação, recolhida do Stellarium:
Dentro da sua própria Constelação, Capella está posicionada num dos vértices do losango imaginário que define Auriga:
Ainda que nos pareça uma única e muito brilhante Estrela amarela, Capella é, na verdade, um sistema de 4 Estrelas que formam 2 pares binários. Acaba por ser um sistema relativamente complexo, que a força gravitacional das 4 Estrelas mantém num relativo equilíbrio.
Um dos pares é formado por 2 Estrelas a caminho de se tornarem gigantes vermelhas e em processo de arrefecimento. O outro par é formado por 2 pequenas e ténues Estrelas, frias, classificadas como anãs vermelhas.

Capella foi, há cerca de 200 000 anos, a Estrela Polar. Polaris, a atual detentora do título, não era a Estrela mais próxima do Pólo Norte na altura.

Devido à sua declinação a Norte, acima dos 44ºN de latitude, Capella é circumpolar. Isso quer dizer que nunca nasce e nunca se põe, está sempre visível. Do mesmo modo, abaixo dos 44ºS de latitude, é impossível observar Capella.

Como todas as Estrelas e Constelações, Capella tem um significado mitológico.
Chamam-lhe a "Estrela Cabra", a cabra que o Cocheiro transporta. Será fácil compreender segundo esta representação:
Será muito interessante desenvolver as teorias mitológicas que envolvem as Estrelas. Se calhar vou fazer isso num dos próximos posts... :)

Como exercício, fica aqui uma foto da Constelação, para ver quem consegue identificar Capella.

domingo, 20 de janeiro de 2013

UMA VIAGEM 3D À NEBULOSA DE ORION

Quem conhece bem os meus gostos "astronómicos" sabe que sou um fã da Constelação de Orion.
É bela e imponente, exatamente como a verdadeira beleza deve ser.

Para quem não a sabe localizar, dou umas dicas:
- se estiver em Portugal, procure no Céu, às primeiras horas da noite e virado ao ponto cardeal este (ou nascente), a imagem que a seguir publico:


Com o Céu limpo, deverá ser muito fácil encontrar as 3 Estrelas que formam uma linha quase vertical na direção de Sirius, a Estrela mais brilhante do Hemisfério Norte. Essas 3 Estrelas estarão ladeadas por Rigel e Betelgeuse, duas enormes e belas Estrelas brilhantes.

A Grande Nebulosa de Órion está localizada nessa constelação neste sítio:


E ao telescópio vê-se mais ou menos assim:
Segunda foto publicada no post relativo à Observação de 16/10/2010.

E agora o verdadeiro motivo deste post. Veja a representação do que se passa dentro da Nebulosa de Orion. Graças ao Telescópio Espacial Hubble, a informação recolhida é suficiente para fazer este trabalho.
Soberbo...
Ligue o som.


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

"FALSO" ALINHAMENTO - 2

Ainda no que toca a este alinhamento planetário de Mercúrio, Vénus e Saturno com as Pirâmides de Gizé, convém mostrar mais um argumento que prova a falsidade da imagem.
Repare-se outra vez na foto:

Há 3 pirâmides. Khufu (a maior, à direita), Khafre (ao centro) e Menkaure (à esquerda, mais pequena). Na imagem, a do meio parece maior mas isso corresponde à ligeiramente maior elevação em que foi construída e ao ângulo em que a foto foi tirada. Esta foto retirada da Wikipédia ajuda a saber qual é qual:


Nesta imagem, o norte (N) é para cima e este (E) para a direita.
Devido ao movimento de rotação da Terra, todas as Estrelas e Planetas "nascem" a este. Como o alinhamento de que se fala só é visível às primeiras horas da manhã, um observador no local teria de estar virado para nascente (ou este).
Ou seja, um observador teria de estar do lado esquerdo desta representação a olhar para a direita. Teria Khufu (a maior) mais à esquerda e Menkaure (a mais pequena) mais à direita.

Conclusão: quem se colocasse na posição indicada pela foto que tem a montagem com as 3 Estrelas, em cima, teria o alinhamento a ocorrer nas suas costas...

Estas imagens que aparecem na Net são muitas vezes falsas. Fazem lembrar aquele mail que volta e meia circula pelas nossas caixas de correio a dizer que Marte vai ficar do tamanho da Lua. Isso nunca vai acontecer. Se isso eventualmente acontecesse, os efeitos da sua gravidade na Terra seriam de tal ordem que nós não estaríamos cá para ver.
O Céu é espantoso e maravilhoso. Quanto mais se sabe sobre ele, mais dá vontade de saber. Mas não à custa de notícias "falsas".

Tal como disse no post anterior, provar a falsidade de algo pode ser tão instrutivo como provar a veracidade de alguma coisa. Contactem-me sempre que surgir algo do género. Terei todo o gosto em investigar o assunto.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

"FALSO" ALINHAMENTO - 1

É muito provável que tenham visto na net, em novembro ou dezembro, algumas fotos que acompanhavam notícias que indicavam que iria acontecer um alinhamento raro das Pirâmides de Gizé com Mercúrio, Vénus e Saturno no dia 3 de dezembro de 2012, tais como estas duas que recolhi da net:



Desconfiei logo da sua veracidade. Há muitas imagens "espetaculares" a circular online e não se deve acreditar em tudo o que se vê. E desconfiei porquê?
  1. Se só acontece a cada 2 737 anos, não pode haver fotos de acontecimentos anteriores;
  2. Ainda que se considere que foi feita uma "montagem ilustrativa", as posições dos Planetas são diferentes de uma foto para outra;
  3. Da experiência de observação que tenho, algo me diz que não será nada normal ver 3 Planetas alinhados quase "na horizontal".
  4. Já nem vou falar das cores que as ilustrações apresentam para os Planetas.
Vai daí, propus-me a analisar esta questão como deve ser. Procurar a falsidade de algo pode ser tão educativo como tentar provar a veracidade de alguma coisa.

A primeira coisa que fiz foi utilizar o meu software de Astronomia para tentar obter a visualização dos 3 Planetas quando observados no dia 3 de dezembro.
Primeiro, procurei as coordenadas geográficas das Pirâmides de Gizé:
  • 29º 58' 45.03" N
  • 31º 08' 03.69" E
Pude, então, inserir no Stellarium (versão 0.11.4) as coordenadas que recolhi e fiquei com a visão do Céu no local.


NOTA: A informação no canto superior esquerdo diz respeito à posição do cursor no momento em que fiz a captura da imagem, não tem nada a haver com este assunto.

Depois fui tentar saber em que altura do dia esta conjunção (grande proximidade no campo visual, mas apenas aparente proximidade física) poderia acontecer. Ora, nesta altura do ano, Vénus só é visível ao amanhecer, e isso reduz imenso o espaço temporal deste acontecimento.
Com o Stellarium, fui ver como os Planetas surgiriam efetivamente no Céu, e tirei imagens hora a hora.
A linha que aparece a vermelho é a linha de eclítica, o que corresponde à "estrada imaginária" que os Planetas percorrem no Céu.




Explicando:

  • Às 2h, só Saturno está acima da linha do horizonte;
  • Às 3h, Mercúrio e até Vénus estão tão baixos que dificilmente serão visíveis;
  • Às 4h, parece-me um bom momento para ver o alinhamento;
  • Às 5h, o Sol já nasceu e isso, para quem tem experiência de observação, é um "já foste".
Isso originou um refinamento na pesquisa: o efeito da luz solar.
E o resultado, à mesma hora, do mesmo ângulo de visão, é o seguinte:




Confirma-se que a melhor hora para visualizar este alinhamento será qualquer coisa a rondar as 4h da manhã.
Atenção, que estou a considerar como VERDADE este alinhamento. Aliás, alinhamentos como este são até vulgares. O que estou aqui a rebater é o caráter excecional dado pelas imagens e a veracidade dessas notícias.

E estas imagens já provam um dos argumentos que expus logo no início: os Planetas "não se alinham" na horizontal àquela hora da manhã, mas sim quase na vertical.

No próximo post acabo este tema.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

UM NOVO LOOK

Fiz uma remodelação no look do blogue.
Tentei modernizá-lo um pouco, pois ainda estava a usar a sua configuração original.

Gostava muito de receber o vosso feedback. E, já agora, de conseguir a atenção de mais leitores.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

VOYAGER 1 SEMPRE A MARAVILHAR


SONDA VOYAGER 1 "ENCONTRA" ESPAÇO NO FINAL DO SISTEMA SOLAR


Animação da Voyager feita pela NASA

A sonda norte-americana Voyager 1, no espaço há 35 anos, está já de «saída» do sistema solar, para se transformar no primeiro aparelho humano a entrar no espaço interestelar.

De acordo com a NASA, a sonda, que está a 18,5 mil milhões de quilómetros do sol, indica que está numa «autoestrada magnética» através da qual partículas altamente carregadas de energia do espaço interestelar entram no sistema solar e partículas com pouca energia saem do mesmo sistema, explicaram os cientistas a cargo da missão. Esta é uma nova área do espaço, dentro do sistema solar, que os cientistas não esperavam encontrar.

«Acreditamos que se trata da última etapa da Voyager 1 antes de entrar no espaço interestelar. Segundo as nossas estimativas, a Voyager 1 poderá sair do sistema solar no prazo de dois meses a dois anos. Esta nova região não é como esperávamos, mas já aprendemos que, com a Voyager, é preciso estar preparado para o inesperado», disse Edward Stone, responsável do projeto no Instituto de Tecnologia da Califórnia, Caltec.

Duas sondas Voyager lançadas em 1977, com um mês de intervalo, continuam em bom estado e em funcionamento. A Voyager 2 está atualmente a 15 mil milhões de quilómetros do Sol e as duas já passaram por Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno.

Os dados obtidos pelos nove instrumentos a bordo de cada uma das sondas fizeram desta missão a mais bem-sucedida da história da exploração do sistema solar: revelaram numerosos detalhes dos anéis de Saturno e permitiram descobrir os anéis de Júpiter. Também transmitiram as primeiras imagens precisas dos anéis de Urano e de Neptuno, descobriram 33 novas luas e revelaram atividade vulcânica em Io.

Fonte: http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=368305

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