A qualidade não é excecional, mas dá para ter uma ideia...
domingo, 6 de maio de 2012
sexta-feira, 4 de maio de 2012
MAIOR LUA DE 2012... aos nossos olhos
Amanhã, o céu vai ser iluminado por uma «Supar Lua». Trata-se da maior lua cheia do ano, que resulta do movimento elíptico que o satélite descreve à volta da Terra.
Quem este sábado à noite olhar para o céu, ficará com a ideia de que a lua está muito maior do que o habitual, um fenómeno que se justifica pelo facto de a lua estar no ponto mais próximo da elipse - o perigeu - a apenas 363 mil quilómetros da Terra.
O facto de esta passagem por esse ponto surgir numa altura de lua cheia dará a perceção de que a lua vai estar, nessa noite, 14% maior e 30% mais brilhante do que é. Os especialistas não esclarecem por que razão a lua parece maior, podendo tratar-se simplesmente de uma ilusão de ótica.
No Porto, a lua nasce às 20h12 e o ocaso será às 5h40, enquanto em Lisboa a lua nasce às 20h09 e põe-se na madrugada de domingo às 5h47.
«Se a luz da lua o acordar na noite de 5 de maio, o melhor será sair da cama e dar uma espreitadela», escreveu Tony Phillips, astrónomo que atualiza o site de informações da NASA.
Retirado de www.abola.pt
Retirado de www.abola.pt
sexta-feira, 27 de abril de 2012
ESTRELAS OUTRA VEZ!
O mau tempo em Portugal dá cabo de qualquer um, principalmente de quem é amante das Estrelas...
Olhar para o Céu e só ver nuvens, ou ter de sair de casa de guarda-chuva é um horror para quem prefere o que está do lado de lá da nossa atmosfera. Decididamente, os meus maiores gostos profissionais e pessoais, em matéria de trabalho, estão fora da Terra.
Mas adiante... Ontem foi um alívio. A chuva deu tréguas à noite, as nuvens foram enegrecer o Céu para outro lado, e as nossas amigas Estrelas puderam aparecer.
Mas não foram só as Estrelas. Também outros Mundos (como Carl Sagan classificava, entre outros corpos, os Planetas) apareceram. Vénus, Marte e Saturno, agora bem visíveis, cumprimentaram-nos.
Para os mais distraídos com as belezas do Céu Noturno, recordo as seguintes palavras sábias de Dante:
"Os Céus giram sobre ti mostrando-te as suas eternas glórias, mas os teus olhos limitam-se a fitar o chão.".
"Os Céus giram sobre ti mostrando-te as suas eternas glórias, mas os teus olhos limitam-se a fitar o chão.".
terça-feira, 3 de abril de 2012
ECLIPSE VISTO DO ESPAÇO
Estou sem muito tempo para fazer um post novo, tal como quero.
Entretanto, deixo-vos com mais um vídeo da NASA, que mostra um eclipse visto do Espaço...
A 21 de fevereiro de 2012, a Lua passou entre o Observatório da Dinâmica Solar (SDO - Solar Dynamics Observatory) da NASA, que é um satélite, e o Sol (observado aqui em luz ultravioleta). Essa passagem originou um eclipse parcial.
A equipa do SDO observou este trânsito lunar, que começou cerca das 8h10 e durou cerca de 1h50.
segunda-feira, 26 de março de 2012
ULTRAPASSAGEM CÓSMICA
Alguém já reparou em Vénus e em Júpiter ultimamente? Para quem não sabe, são aqueles dois pontos extremamente brilhantes que vemos nos nossos céus Portugueses ao fim da tarde ou início da noite.
Esta imagem de cima foi tirada nos EUA, mas é como se fosse em Portugal, porque a latitude é semelhante, mas esse detalhe fica como tema para outro post.
Há umas semanas, Vénus (sempre o mais brilhante) aparecia mais baixo no horizonte...
Júpiter estava a aproximar-se, há poucos dias esteve "lado a lado", segundo aquilo que os nossos olhos viam.
Agora é claro que Júpiter está mais baixo no horizonte, e todos os dias a diferença aumenta um bocadinho...
O que é que está a acontecer? Estes dois Corpos Celestes têm alguma coisa em comum?
Pois bem, o que está a acontecer é uma "ultrapassagem cósmica"... sim, fui eu que batizei assim o acontecimento. :)
Explico de seguida, com recurso a imagens, para que seja mais claro.
Explico de seguida, com recurso a imagens, para que seja mais claro.
A imagem de cima representa, obviamente, o Sistema Solar visto "meio de topo". As circunferências concêntricas são as órbitas de cada um dos Planetas em torno do Sol.
Se imaginarmos que estamos a ver o Sistema Solar "de perfil", essas circunferências irão parecer-nos uma linha, uma vez que a inclinação da órbita de todos os Planetas é muito semelhante (esta foi uma das razões da "despromoção" de Plutão na sua classificação).
Essa linha chama-se Linha de Eclítica e marca a órbita dos Planetas. Se olharmos para o Céu, vemos que estes fazem sempre a mesma trajetória e se deslocam sempre sobre a mesma linha. Um software de Astronomia assinalará a linha de eclítica da seguinte forma:
Essa linha chama-se Linha de Eclítica e marca a órbita dos Planetas. Se olharmos para o Céu, vemos que estes fazem sempre a mesma trajetória e se deslocam sempre sobre a mesma linha. Um software de Astronomia assinalará a linha de eclítica da seguinte forma:
Sem entrar em dados "numéricos", que pouca importância teriam para a compreensão deste fenómeno, o que vemos é uma "ultrapassagem" de Júpiter em relação a Vénus.
Podemos comparar o que vemos ao trânsito numa autoestrada com várias faixas.
Imaginemos que vamos na faixa da direita.
A ultrapassar-nos está um carro que viaja a 100 km/h, mas numa faixa mais interior, há outro veículo a circular a 140 km/h.
Se olharmos pelo retrovisor, vemos o veículo mais rápido a aproximar-se, a ultrapassar o nosso carro e o outro que circula a 100 km/h, e depois a afastar-se gradualmente...
Penso que esta analogia facilita a compreensão.
quarta-feira, 21 de março de 2012
ERUPÇÕES SOLARES - 4
E que tal concluir o assunto das erupções solares com um vídeo demonstrativo do poder de uma erupção?
Ocorreu em 24 de fevereiro.
Repare-se no filamento magnético que é expelido e a onda gigantesca de material solar que se espalha à superfície, tal e qual um tsunami. A onda tem cerca de 400 000 km de extensão.
Nestes 20 segundos estão representadas cerca de 6 horas na realidade.
domingo, 18 de março de 2012
A EVOLUÇÃO DA LUA
Este vídeo publicado pela NASA mostra numa escala temporal muito acelerada, obviamente, a evolução da Lua desde a sua formação até aos nossos dias, tal como a conhecemos.
Vale a pena perder uns minutinhos...
quarta-feira, 14 de março de 2012
ERUPÇÕES SOLARES - 3
No seguimento dos 2 últimos posts, concluo hoje este tema.
Tinha mostrado fotos das Auroras Boreal e Austral vistas do Espaço, ficam aqui hoje imagens vistas da Terra. São igualmente deslumbrantes. Estes fenómenos são visíveis nas zonas polares porque, como já tinha referido, é onde o campo magnético da Terra é mais débil. Para se ter uma visão destas nos céus de Portugal é preciso um evento no Sol com muito maior intensidade que o normal.
Ainda há poucos dias a Terra foi atingida pelas partículas emitidas numa explosão solar, e as auroras foram vistas na Ásia Central, a latitudes mais elevadas que aquela a que nós estamos:
- Espinho: ~aprox. 41ºN
- Lisboa: 38º 4'N
- Rio de Janeiro: 22º 55'S
E por que motivo as tempestades solares afetam tanto as comunicações?
Bem, basta pensar que qualquer forma de radiação eletromagnética pode provocar interferências. Há sempre um sinal "interferente" e um sinal "interferido". Mas pensemos apenas no caso mais claro: o GPS e o uso de satélites de comunicações.
Em traços muito gerais, o GPS (Global Positioning System) é uma rede de satélites que opera a média e baixa altitude (MEO: Medium Earth Orbit; LEO: Low Earth Orbit). Este tipo de satélites usa órbitas polares ou quase polares, ou seja, orbitam a Terra passando por zonas próximas dos polos para permitir uma cobertura global do planeta. Ora, sendo estas zonas as mais afetadas pelos efeitos das erupções solares, será previsível um aumento do risco de interferências.
Mesmo os satélites de comunicações, com órbitas geoestacionárias (GEO: Geostationary Earth Orbit), apesar de situados quase exclusivamente sobre o Equador (0º latitude) ou próximo, acabam por poder sofrer com as erupções solares. O facto de estes satélites se situarem a aproximadamente 36 000 km de altitude, já fora da exosfera, no chamado "espaço exterior", e as auroras ocorrerem a cerca de 100 km de altitude, na linha de Karman, é ilustrativo da debilidade (ausência?) da proteção que a camada atmosférica e a magnetosfera podem oferecer a estes satélites.
Espero ter contribuído para ajudar a esclarecer um pouco dos fenómenos físicos associados às erupções solares.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
ERUPÇÕES SOLARES - 2
Continuando a falar das erupções solares...
A Terra, como todos os Planetas (uns mais que outros), possui um campo magnético, que é, basicamente, um conjunto de linhas de força, invisíveis mas sensíveis, criadas por correntes elétricas no núcleo externo líquido da Terra.
Campo magnético terrestre
Este campo protege a Terra de agressões magnéticas externas, como as erupções solares, porque cria uma magnetosfera que envolve o planeta e se estende por dezenas de milhares de quilómetros em seu redor.
As partículas carregadas expelidas pelo Sol viajam pelo espaço até atingir a Terra, mas não o conseguem de forma direta porque são defletidas pela ação da magnetosfera.
Na foto em baixo, podem ver-se as linhas de força do campo magnético da Terra a azul claro, a linha que "traça" o limite de influência da magnetosfera a violeta, e os raios emitidos pelo Sol a branco. Verifica-se facilmente que o campo magnético, mesmo que protegido, sofre com a violência do vento solar.
Ação da magnetosfera
Contudo, o Planeta não está coberto pelo mesmo grau de proteção. Em alguns pontos, essa proteção é mais débil. Pelas imagens em cima, deduz-se facilmente que os polos norte e sul são os pontos de menor proteção, porque as linhas de força conduzem todas as partículas carregadas para lá.
As partículas, ao entrar em contacto com as camadas superiores da atmosfera (ionosfera), ionizam-se e provocam as Auroras Boreal (a norte) e Austral (a sul), que não são, então, mais que o choque de partículas carregadas do Sol com a atmosfera da Terra. Já todos vimos fotos das Auroras vistas da Terra, e sempre ficamos maravilhados, mas provavelmente poucos viram essas imagens do Espaço. Aqui ficam algumas fotos...
Auroras vistas do Espaço
Continuo no próximo post a falar dos efeitos das erupções solares na Terra.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
ERUPÇÕES SOLARES - 1
O jornal "A Bola", aqui em Portugal, noticia o seguinte:
http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=312038
Uma companhia aérea americana foi forçada a desviar alguns voos devido à perturbação nas comunicações que está a ser causada pelas radiações provenientes da erupção solar que está em curso.
Nos próximos posts pretendo esclarecer três aspetos principais:
http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=312038
Erupção Detetada
Transcrevo:
Erupção solar obriga a desvio de voos
Uma companhia aérea americana foi forçada a desviar alguns voos devido à perturbação nas comunicações que está a ser causada pelas radiações provenientes da erupção solar que está em curso.
Os efeitos sobre a superfície terrestre mal se fazem notar, mas no ar as consequências começam a ser identificadas.
Alguns voos entre a cidade de Detroit e destinos asiáticos foram desviados para evitar complicações nos voos.
As partículas com carga elétrica que estavam a dirigir-se para o planeta estão a ser desviadas pelo campo magnético terrestre, o que para os cientistas justifica as reduzidas consequências na superfície.
Segundo a agência de notícias Reuters, os voos desviados são os que tinham rotas mais próximas do Polo Norte, e por isso os mais sujeitos a ser afetados, mas a decisão de mudar o trajeto acrescenta 15 minutos ao tempo da viagem.
O porta-voz da Delta Airlines, Anthony Black, explicou o desvio dos voos: «Estamos a atravessar uma série de erupções solares que estão a ter impacto na parte mais a norte do planeta. Isso pode ter consequências nas nossas comunicações. Por isso, as rotas polares estão basicamente a ser feitas mais a sul do que o normal.»
Pelos mesmos motivos a companhia United Airlines também teve que desviar um voo da sua rota normal.
A agência federal norte-americana National Oceanic and Atmospheric Administration, que regula as condições marítimas e atmosféricas, considerou esta erupção solar como a mais forte dos últimos sete anos.
Nos próximos posts pretendo esclarecer três aspetos principais:
- O que é uma erupção solar?
- Porque é que os voos mais afetados são os que passam perto do Pólo Norte?
- Afeta as comunicações porquê?
Erupção Solar
O que é uma erupção solar?
Primeiro, temos sempre de ter presente que o Sol não é apenas uma bola de luz. O Sol, não tendo vida no verdadeiro sentido da palavra, tem-na sob a forma de movimento, brilho, produção de luz e energia, reações químicas, explosões, até beleza própria, como qualquer outra Estrela.
Sendo o seu interior constituído por correntes de plasma a temperaturas altíssimas e pressões extremas, por vezes surgem alterações súbitas no seu campo magnético, que fazem explodir a matéria que compõe as camadas superiores do Sol. Estas alterações de campo magnético são, então, a causa maior das erupções solares.
O ciclo de atividade magnética no Sol é de 11 anos, e tem máximos e mínimos. Podemos "avaliar", ou "medir", essa atividade, através do número de erupções e de manchas solares. Quando há menos manchas, normalmente há mais erupções...
Estas manchas são zonas mais frias, de campos magnéticos muito fortes que atraem uma grande quantidade de plasma, que impede a emissão para o espaço de protões e eletrões entretanto produzidos. Quando esse plasma cede, há uma erupção...
Estas explosões expelem para o espaço partículas eletricamente carregadas. E é a partir daqui que começo o próximo post.
O ciclo de atividade magnética no Sol é de 11 anos, e tem máximos e mínimos. Podemos "avaliar", ou "medir", essa atividade, através do número de erupções e de manchas solares. Quando há menos manchas, normalmente há mais erupções...
Estas manchas são zonas mais frias, de campos magnéticos muito fortes que atraem uma grande quantidade de plasma, que impede a emissão para o espaço de protões e eletrões entretanto produzidos. Quando esse plasma cede, há uma erupção...
Manchas Solares
Estas explosões expelem para o espaço partículas eletricamente carregadas. E é a partir daqui que começo o próximo post.
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