quarta-feira, 21 de março de 2012

ERUPÇÕES SOLARES - 4


E que tal concluir o assunto das erupções solares com um vídeo demonstrativo do poder de uma erupção?
Ocorreu em 24 de fevereiro.

Repare-se no filamento magnético que é expelido e a onda gigantesca de material solar que se espalha à superfície, tal e qual um tsunami. A onda tem cerca de 400 000 km de extensão.
Nestes 20 segundos estão representadas cerca de 6 horas na realidade.


domingo, 18 de março de 2012

A EVOLUÇÃO DA LUA

Este vídeo publicado pela NASA mostra numa escala temporal muito acelerada, obviamente, a evolução da Lua desde a sua formação até aos nossos dias, tal como a conhecemos.
Vale a pena perder uns minutinhos...


quarta-feira, 14 de março de 2012

ERUPÇÕES SOLARES - 3

No seguimento dos 2 últimos posts, concluo hoje este tema.

Tinha mostrado fotos das Auroras Boreal e Austral vistas do Espaço, ficam aqui hoje imagens vistas da Terra. São igualmente deslumbrantes. Estes fenómenos são visíveis nas zonas polares porque, como já tinha referido, é onde o campo magnético da Terra é mais débil. Para se ter uma visão destas nos céus de Portugal é preciso um evento no Sol com muito maior intensidade que o normal.


Ainda há poucos dias a Terra foi atingida pelas partículas emitidas numa explosão solar, e as auroras foram vistas na Ásia Central, a latitudes mais elevadas que aquela a que nós estamos:
  • Espinho: ~aprox. 41ºN
  • Lisboa: 38º 4'N
  • Rio de Janeiro: 22º 55'S

E por que motivo as tempestades solares afetam tanto as comunicações?
Bem, basta pensar que qualquer forma de radiação eletromagnética pode provocar interferências. Há sempre um sinal "interferente" e um sinal "interferido". Mas pensemos apenas no caso mais claro: o GPS e o uso de satélites de comunicações.

Em traços muito gerais, o GPS (Global Positioning System) é uma rede de satélites que opera a média e baixa altitude (MEO: Medium Earth Orbit; LEO: Low Earth Orbit). Este tipo de satélites usa órbitas polares ou quase polares, ou seja, orbitam a Terra passando por zonas próximas dos polos para permitir uma cobertura global do planeta. Ora, sendo estas zonas as mais afetadas pelos efeitos das erupções solares, será previsível um aumento do risco de interferências.

Mesmo os satélites de comunicações, com órbitas geoestacionárias (GEO: Geostationary Earth Orbit), apesar de situados quase exclusivamente sobre o Equador (0º latitude) ou próximo, acabam por poder sofrer com as erupções solares. O facto de estes satélites se situarem a aproximadamente 36 000 km de altitude, já fora da exosfera, no chamado "espaço exterior", e as auroras ocorrerem a cerca de 100 km de altitude, na linha de Karman, é ilustrativo da debilidade (ausência?) da proteção que a camada atmosférica e a magnetosfera podem oferecer a estes satélites.

Espero ter contribuído para ajudar a esclarecer um pouco dos fenómenos físicos associados às erupções solares.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

ERUPÇÕES SOLARES - 2

Continuando a falar das erupções solares...

A Terra, como todos os Planetas (uns mais que outros), possui um campo magnético, que é, basicamente, um conjunto de linhas de força, invisíveis mas sensíveis, criadas por correntes elétricas no núcleo externo líquido da Terra.


Campo magnético terrestre

Este campo protege a Terra de agressões magnéticas externas, como as erupções solares, porque cria uma magnetosfera que envolve o planeta e se estende por dezenas de milhares de quilómetros em seu redor.
As partículas carregadas expelidas pelo Sol viajam pelo espaço até atingir a Terra, mas não o conseguem de forma direta porque são defletidas pela ação da magnetosfera.
Na foto em baixo, podem ver-se as linhas de força do campo magnético da Terra a azul claro, a linha que "traça" o limite de influência da magnetosfera a violeta, e os raios emitidos pelo Sol a branco. Verifica-se facilmente que o campo magnético, mesmo que protegido, sofre com a violência do vento solar.


Ação da magnetosfera

Contudo, o Planeta não está coberto pelo mesmo grau de proteção. Em alguns pontos, essa proteção é mais débil. Pelas imagens em cima, deduz-se facilmente que os polos norte e sul são os pontos de menor proteção, porque as linhas de força conduzem todas as partículas carregadas para lá.
As partículas, ao entrar em contacto com as camadas superiores da atmosfera (ionosfera), ionizam-se e provocam as Auroras Boreal (a norte) e Austral (a sul), que não são, então, mais que o choque de partículas carregadas do Sol com a atmosfera da Terra. Já todos vimos fotos das Auroras vistas da Terra, e sempre ficamos maravilhados, mas provavelmente poucos viram essas imagens do Espaço. Aqui ficam algumas fotos...




Auroras vistas do Espaço
Continuo no próximo post a falar dos efeitos das erupções solares na Terra.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

ERUPÇÕES SOLARES - 1

O jornal "A Bola", aqui em Portugal, noticia o seguinte:

http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=312038
Erupção Detetada
Transcrevo:
Erupção solar obriga a desvio de voos

Uma companhia aérea americana foi forçada a desviar alguns voos devido à perturbação nas comunicações que está a ser causada pelas radiações provenientes da erupção solar que está em curso.

Os efeitos sobre a superfície terrestre mal se fazem notar, mas no ar as consequências começam a ser identificadas.
Alguns voos entre a cidade de Detroit e destinos asiáticos foram desviados para evitar complicações nos voos. 
As partículas com carga elétrica que estavam a dirigir-se para o planeta estão a ser desviadas pelo campo magnético terrestre, o que para os cientistas justifica as reduzidas consequências na superfície.
Segundo a agência de notícias Reuters, os voos desviados são os que tinham rotas mais próximas do Polo Norte, e por isso os mais sujeitos a ser afetados, mas a decisão de mudar o trajeto acrescenta 15 minutos ao tempo da viagem.
O porta-voz da Delta Airlines, Anthony Black, explicou o desvio dos voos: «Estamos a atravessar uma série de erupções solares que estão a ter impacto na parte mais a norte do planeta. Isso pode ter consequências nas nossas comunicações. Por isso, as rotas polares estão basicamente a ser feitas mais a sul do que o normal.»
Pelos mesmos motivos a companhia United Airlines também teve que desviar um voo da sua rota normal.
A agência federal norte-americana National Oceanic and Atmospheric Administration, que regula as condições marítimas e atmosféricas, considerou esta erupção solar como a mais forte dos últimos sete anos.

Nos próximos posts pretendo esclarecer três aspetos principais:
  1. O que é uma erupção solar?
  2. Porque é que os voos mais afetados são os que passam perto do Pólo Norte?
  3. Afeta as comunicações porquê?
Dedico-me hoje só à parte da erupção solar e deixo as outras questões para depois.
Erupção Solar
O que é uma erupção solar?

Primeiro, temos sempre de ter presente que o Sol não é apenas uma bola de luz. O Sol, não tendo vida no verdadeiro sentido da palavra, tem-na sob a forma de movimento, brilho, produção de luz e energia, reações químicas, explosões, até beleza própria, como qualquer outra Estrela.
Sendo o seu interior constituído por correntes de plasma a temperaturas altíssimas e pressões extremas, por vezes surgem alterações súbitas no seu campo magnético, que fazem explodir a matéria que compõe as camadas superiores do Sol. Estas alterações de campo magnético são, então, a causa maior das erupções solares.

O ciclo de atividade magnética no Sol é de 11 anos, e tem máximos e mínimos. Podemos "avaliar", ou "medir", essa atividade, através do número de erupções e de manchas solares. Quando há menos manchas, normalmente há mais erupções...
Estas manchas são zonas mais frias, de campos magnéticos muito fortes que atraem uma grande quantidade de plasma, que impede a emissão para o espaço de protões e eletrões entretanto produzidos. Quando esse plasma cede, há uma erupção...

 Manchas Solares

Estas explosões expelem para o espaço partículas eletricamente carregadas. E é a partir daqui que começo o próximo post.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

INFINITAMENTE PEQUENOS

O post de hoje não vem no seguimento direto do anterior, mas está, de alguma forma, relacionado.

Terá o Universo mesmo sido feito PARA o Homem?
Ou podemo-nos gabar de ter um Universo habitado também PELO Homem?

Já alguém parou para pensar no que verdadeiramente somos? Em quão insignificantes somos no contexto do nosso Universo?

Somos 6 ou 7 BILIÕES de pessoas num pequeno Planeta, que gira em torno de uma pequena Estrela, que é apenas um sol dos cerca de CEM MIL MILHÕES de sois existentes na nossa Galáxia. Galáxia esta que é uma entre os muitos milhares de milhões existentes.


Esta da foto é a Galáxia de Andrómeda, o objeto 31 do Catálogo de Messier (M31). É muito semelhante à nossa própria Galáxia, a Via Látea. O nosso solzinho está metido num dos braços espiralados da nossa Galáxia. Não se vê nem se destaca, claro está. Muito menos se vê ou se destaca o nosso microplaneta Terra. E mesmo pequeno, não conseguimos cuidar decentemente dele, tais são os riscos a que o expomos com os nossos caprichos de humanos mimados que somos.

Somos todos pequeninos no mundo, no Universo. Mas nem todos temos de ser pequeninos de pensamentos e sentimentos, de crenças e emoções.
Cabe a cada um de nós fazer a diferença. Ridícula comparada com a dimensão do Universo, gigantesca em relação a quem nos rodeia.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

CIÊNCIA E/OU RELIGIÃO?

A vida dá voltas com as quais não contamos, e coisas de que tanto gostamos e pelas quais tanto carinho temos acabam por, muitas vezes, ser postas de parte sem que o queiramos. É o caso deste blogue, o meu cantinho online para uma das minhas paixões: a Astronomia.

Aos poucos, quero retomar a minha atividade por aqui, quero continuar a eleição das 7 Maravilhas da Astronomia, mas esse assunto vai ficar em stand by para já.

Hoje partilho convosco uma questão que, não me incomodando particularmente, me faz pensar um pouco.
Serão os físicos e cientistas tão céticos quanto à Religião, que não admitam a intervenção divina na Criação?
Serão as várias religiões tão fechadas, que rejeitem os modelos atuais explicativos sobre a formação do Universo?

Dizem que Ciência e Religião são incompatíveis. Não concordo.

Acredito que há algo mais sobre as nossas cabeças, algo que não conseguiremos (nem teremos...) necessariamente de explicar e compreender.
Acredito que Deus está em nós, nas nossas ações para com o próximo, no nosso coração.
Acredito que o nosso ser tem um destino quando o corpo se apaga fisicamente, quando biologicamente as nossas células morrem. Qual destino, não faço ideia.
Ouve-se muitas vezes, na Eucaristia, a expressão "o Mistério da Fé". Talvez seja precisamente esse o seu sentido, porque nada é claro, é apenas aquilo em que acreditamos e o que sentimos. E isso não é físico.


Por outro lado, acredito na Teoria do Big Bang.
Acredito no modelo atual para a formação do Universo, pois tudo faz sentido.
Acredito na teoria da evolução das espécies de Darwin, pois toda ela faz sentido.
Acredito que não somos os únicos no Universo e que ele não foi feito para nós. Somos uns meros habitantes de um Planeta pequeno, que orbita uma Estrela pequena, nos arrabaldes de uma Galáxia de dimensão mediana. Como nós, existirão muitos mais.


Sinto que tudo se completa, Ciência e Religião.

Conto um episódio que aconteceu na semana passada.
Fui dar a minha corrida junto ao mar. Com menos luz, sinto-me sempre obrigado a contemplar o Céu.
Estava um fim de tarde fantástico, frio mas com Céu limpo e os Pontos de Luz impunham-se com facilidade. Já o Sol se tinha posto. Orion já estava gloriosa a Este, e Sírio estava mesmo a despontar. No mesmo Céu, tinha o privilégio de ver facilmente Júpiter e Vénus, belos e imponentes como sempre. Acompanhei a descida de Vénus para baixo da linha do horizonte.
Pareceu-me ver uma tonalidade ligeiramente mais alaranjada no seu brilho e associei esse facto à mudança de cor que vemos no Sol nessa fase do seu ciclo diário. Dispersão de Rayleigh, aprendi eu há uns dias e motivo de um post futuro, talvez aplicado a Vénus. Talvez fosse isso, vou investigar... 
Mas o movimento (aparente) de Vénus (o movimento real é o da rotação da Terra) foi tão gracioso, tão suave, e acompanhado de cores tão belas, que o "pôr de Vénus" foi quase tão romântico como o pôr do Sol... 

Perante uma explicação tão física de um momento tão doce, só posso concluir uma coisa:
Deus existe.

sábado, 30 de julho de 2011

AS 7 MARAVILHAS DA ASTRONOMIA - Catálogo de Messier - 2


Para votar, clique em "Gosto" nas imagens preferidas. Pode, obviamente, ser mais que uma...
Hoje deixo a descrição dos corpos que coloquei a votação desta vez.

1) Nebulosa do Caranguejo (Crab Nebula) - M1
É um remanescente de supernova e uma nebulosa de vento de pulsar em Touro. Foi observada pela 1ª vez em 1054 por astrónomos chineses e árabes. Está a 6500 anos-luz, tem um diâmetro de 11 anos-luz e expande-se a 1500km/s.

2) Aglomerado da Borboleta (Butterfly Cluster) - M6
É um aglomerado aberto de estrelas em Escorpião. Supõe-se que esteja a 1600 anos-luz e o seu tamanho em torno da maior dimensão ronda os 12 anos-luz.

3) Aglomerado de Ptolomeu (Ptolemy's Cluster) - M7
Aglomerado aberto de estrelas vizinho de M6. Está a quase 1000 anos-luz e tem cerca de 20 anos-luz de dimensão maior. Tem idade estimada de 220 milhões de anos.

4) Grande Aglomerado Globular de Hércules (Hercules Globular Cluster) - M13
A 25100 anos-luz da Terra, é observável a olho nu, embora de forma ténue. Contém centenas de milhar de estrelas e 145 anos-luz de diâmetro.

5) Nebulosa da Águia (Eagle Nebula) - M16
Aglomerado estelar aberto em Serpente. Berço estelar, está a 6500 anos-luz da Terra. A torre de gás e poeira mede cerca de 97 triliões de quilómetros.

6) Os Pilares da Criação (The Pillars of Creation) - M16
Parte da Nebulosa da Águia. O Telescópio Espacial Hubble tirou esta imagem em 1995. Supõe-se que as zonas escuras sejam protoestrelas. O maior destes pilares tem 7 anos-luz de comprimento.

7) Nebulosa Ómega (Omega Nebula) - M17
Também conhecida como a Nebulosa do Cisne ou Nebulosa da Ferradura, situa-se em Sagitário, a 5000 ou 6000 anos-luz da Terra. Tem 15 anos-luz de diâmetro. A massa total da nebulosa está estimada em 800 massas solares.

8) Nebulosa Trífida (Trifid Nebula) - M20
Aglomerado aberto de estrelas em Sagitário, a 7600 anos-luz, o seu nome significa "dividido em 3 lóbulos". Em 2005, o Telescópio Espacial Spitzer descobriu 30 estrelas embrionárias e 120 estrelas recém-nascidas não vistas em luz visível.

9) Nebulosa do Haltere (Dumbbell Nebula) - M27
Primeira nebulosa planetária descoberta na constelação da Raposa, está a 1200 anos-luz. Tem 9800 anos e expande-se a 31km/s.

10) Galáxia de Andrómeda (Andromeda Galaxy) - M31
A 2900000 anos-luz, desloca-se em direcção à Via Láctea. Possui entre 180 e 220 mil anos-luz de diâmetro. É visível a olho nu.

11) Nebulosa de Orion (Orion Nebula) - M42
Berçário estelar mais próximo da Terra. Situa-se em Orion, a cerca de 1500 a 1800 anos-luz. Possui 25 anos-luz de diâmetro.

12) Nebulosa Cabeça de Cavalo e Nebulosa da Chama (Horsehead Nebula and Flame Nebula) - M42
Parte da Nebulosa de Orion. Facilmente identificáveis pelas suas formas, a Nebulosa Cabeça de Cavalo surge como uma nuvem de gás espessa sobre um fundo vermelho e o brilho da Nebulosa da Chama resulta dos electrões e hidrogénio ionizado recombinados.

13) Plêiades (Pleiades Cluster) - M45
Aglomerado estelar facilmente visível a olho nu, constituído por estrelas brilhantes e quentes. Em Touro, tem um período de vida estimado por mais 250 milhões de anos.

14) Galáxia do Remoinho (Whirlpool Galaxy) - M51
Localizada na constelação dos Cães de Caça, possui uma galáxia companheira, denominada NGC 5195 ou M51B.

15) Aglomerado Globular M54 (M54 Globular Cluster) - M54
Faz parte da Galáxia Anã Elíptica de Sagitário, tornando-se o primeiro aglomerado globular extragaláctico já descoberto. A 87000 anos-luz, tem 150 anos-luz de diâmetro.

16) Nebulosa do Anel (Ring Nebula) - M57
Exemplo perfeito de uma nebulosa planetária, na constelação da Lira. Está a cerca de 2300 anos-luz.

17) Galáxias M59 M60 (M59 and M60 Galaxies) - M59/M60
M59 é uma galáxia elíptica a cerca de 60 milhões de anos-luz, tem 90000 anos-luz de diâmetro. M60 está a 55 milhões de anos-luz. Estranhamente, não interagem apesar da proximidade.

18) Galáxia do Girassol (Sunflower Galaxy) - M63
Galáxia espiral na direcção da constelação dos Cães de Caça

19) Galáxia do Olho Negro (Black Eye Galaxy) - M64
Situa-se a 17 milhões de anos-luz, em Coma Berenices. Distingue-se pois os seus movimentos internos têm o sentido contrário aos movimentos externos.

20) Galáxia M66 (M66 Galaxy) - M66
Em Leão, situa-se a 35 milhões de anos-luz.

21) Galáxia M74 (M74 Galaxy) - M74
Em Peixes, está a uma distância de aproximadamente 24 a 36 milhões de anos-luz da Via Láctea e tem dois braços espirais.

22) Nebulosa do Pequeno Haltere (Little Dumbbell Nebula) - M76
Toma um nome semelhante a M27 e tem cerca de 1 ano-luz de diametro. Está a cerca de 3 a 5 mil anos-luz da Terra.

23) Galáxia de Bode (Bode Galaxy) - M81
Galáxia espiral situada na Ursa Maior, a cerca de 12 milhões de anos-luz.

24) Galáxia do Cigarro (Cigar Galaxy) - M82
Na Ursa Maior, é uma galáxia irregular situada a cerca de 12 milhões de anos-luz.

25) Galáxia M91 (M91 Galaxy) - M91
Galáxia espiral barrada, pertence ao Aglomerado da Virgem, e situa-se na constelação de Coma Berenices.

26) Galáxia M94 (M94 Galaxy) - M94
A 14 500 000 anos-luz, M94 situa-se na constelação dos Cães de Caça. Perto do disco central, há zonas de formação estelar activas.

27) Nebulosa do Mocho (Owl Nebula) - M97
Baptizada por se assemelhar aos olhos de um mocho numa noite escura, é uma nebulosa planetária de 16ª magnitude na direcção da Ursa Maior.

28) Galáxia do Fuso (Spindle Galaxy) - M102
Galáxia lenticular localizada na constelação do Dragão, situa-se a 40 milhões de anos-luz.

29) Galáxia Sombrero (Sombrero Galaxy) - M104
Galáxia espiral composta por um núcleo brilhante rodeado de material escuro, está a 28 milhões de anos-luz.

terça-feira, 26 de julho de 2011

AS 7 MARAVILHAS DA ASTRONOMIA - Catálogo de Messier

Continuo com a eleição das 7 Maravilhas da Astronomia.
A categoria de hoje é o Catálogo de Messier.

Para votar, mencione aqui a sua preferência, ou coloque "Gosto" em:

Escolhi 29 objectos deste catálogo:
 1) Nebulosa do Caranguejo

 2) Aglomerado da Borboleta

 3) Aglomerado de Ptolomeu

 4) Grande Aglomerado de Hércules

 5) Nebulosa da Águia

 6) Os Pilares da Criação

 7) Nebulosa Ómega

 8) Nebulosa Trífide

 9) Nebulosa do Haltere

 10) Galáxia Andrómeda

 11) Nebulosa de Orion

 12) Nebulosa Cabeça de Cavalo e Nebulosa da Chama

 13) Plêiades

 14) Galáxia do Remoinho

 15) M54

 16) Nebulosa do Anel

 17) M59 e M60

 18) Galáxia do Girassol

 19) Galáxia do Olho Negro

 20) M66

 21) M74

 22) Nebulosa do Pequeno Haltere

 23) Galáxia de Bode

 24) Galáxia do Cigarro

 25) M91

 26) M94

 27) Nebulosa do Mocho

 28) Galáxia do Fuso

29) Galáxia Sombrero

domingo, 24 de julho de 2011

AS 7 MARAVILHAS DA ASTRONOMIA - Sistema Solar - 2

Continua a eleição em:

Hoje deixo aqui no blogue a descrição de cada um dos elementos sujeitos a votação.

1) Sol
Dispensa comentários. É a nossa estrela e a nossa fonte de vida. Tem mais actividade do que a maioria de nós pensa.Representa 99,86% da massa do Sistema Solar e é 1 300 000 vezes maior que a Terra.


2) Fases de Vénus
Galileu descobriu as fases de Vénus no século XVII. Tal como a Lua, a forma como vemos Vénus depende do seu posicionamento em relação ao Sol.


3) Aurora Boreal
Resultado da ionização das partículas enviadas pelo Sol ao colidir com a atmosfera terrestre, estes efeitos são sentidos nas regiões polares. Quando ocorrem no Sul, são chamadas de Aurora Austral.


4) Valles Marineris
A superfície de Marte não é lisa. Tem o seu próprio Grand Canyon, com mais de 4 000 km de comprimento, 200 km de largura e chega a atingir 7 km de profundidade.


5) Cintura de Asteróides
Esta imagem é uma representação, mas não deverá ser muito diferente da realidade. A cintura de asteróides situa-se entre Marte e Júpiter. Consta que é o resultado da formação de um planeta... que não chegou a sê-lo.


6) Grande Mancha Vermelha
Esta foto foi tirada pela Voyager 1, em 1979, aquando da sua passagem por Júpiter. Tem uma estrutura permanente, um comprimento de cerca de 25 000 km e uma profundidade vertical de cerca de 12 000 km, equivalente ao diâmetro da Terra...


7) Io
Lua de Júpiter. É o corpo mais activo do Sistema Solar. Os seus vulcões são mais quentes que os da Terra, e tem fluxos de lava superiores a 500 km. É o que há de mais aproximado ao conceito de inferno, no Sistema Solar.


8) Anéis de Saturno
São rastos de gelo, poeiras e materiais rochosos. Podem ter dimensões de centenas de milhares de quilómetros, mas têm apenas 1,5 km de espessura. São a imagem de marca de Saturno, que inicialmente foi baptizado por Galileu de "Planeta com Orelhas", por não ter definição suficiente nas primeiras imagens obtidas com o telescópio.


9) Enceladus
Lua gelada de Saturno. O gelo novo e limpo que domina a superfície, torna esta lua como o corpo de maior albedo (brilho reflectido) do Sistema Solar. Foram descobertas evidências de um oceano subterrâneo em Enceladus. Tem uma temperatura de -198º C, porque reflecte quase toda a luz que recebe do Sol.


10) Jápeto
Tem uma crista no seu equador de origem desconhecida, com comprimento de cerca 1 300 km e 20 km de altitude. Um dos hemisférios é brilhante e tem grande albedo, enquanto que o outro é extremamente escuro e difícil de estudar.


11) Úrano
Tem um leve sistema de anéis, de composição semelhante aos de Saturno, mas em muito menor escala. Efectua rotação sobre o seu eixo de translação, ao contrário de todos os outros planetas do Sistema Solar.


12) Neptuno
Tem os ventos mais fortes do Sistema Solar, que podem atingir os 2 100 km/h, prova de uma atmosfera muito activa. Também por isso, possui uma grande mancha tal como Júpiter, mas azul, devido à composição da sua atmosfera.


13) Cometa Halley
Podia ser um qualquer cometa, mas este é o mais simbólico. Descoberto em 1696, visita-nos a cada 76 anos, o que faz com que só o possamos ver, em média, uma vez na vida. Tem agora cerca de 11 km de diâmetro e dentro de 300 000 anos... desaparece.


14) Nuvem de Oort
Esta imagem é uma representação. Representa uma hipotética região povoada de cometas localizada a 50 000 vezes a distância que nos separa do Sol. Define o limite gravitacional provocado pelo Sol.