domingo, 24 de julho de 2011

AS 7 MARAVILHAS DA ASTRONOMIA - Sistema Solar - 2

Continua a eleição em:

Hoje deixo aqui no blogue a descrição de cada um dos elementos sujeitos a votação.

1) Sol
Dispensa comentários. É a nossa estrela e a nossa fonte de vida. Tem mais actividade do que a maioria de nós pensa.Representa 99,86% da massa do Sistema Solar e é 1 300 000 vezes maior que a Terra.


2) Fases de Vénus
Galileu descobriu as fases de Vénus no século XVII. Tal como a Lua, a forma como vemos Vénus depende do seu posicionamento em relação ao Sol.


3) Aurora Boreal
Resultado da ionização das partículas enviadas pelo Sol ao colidir com a atmosfera terrestre, estes efeitos são sentidos nas regiões polares. Quando ocorrem no Sul, são chamadas de Aurora Austral.


4) Valles Marineris
A superfície de Marte não é lisa. Tem o seu próprio Grand Canyon, com mais de 4 000 km de comprimento, 200 km de largura e chega a atingir 7 km de profundidade.


5) Cintura de Asteróides
Esta imagem é uma representação, mas não deverá ser muito diferente da realidade. A cintura de asteróides situa-se entre Marte e Júpiter. Consta que é o resultado da formação de um planeta... que não chegou a sê-lo.


6) Grande Mancha Vermelha
Esta foto foi tirada pela Voyager 1, em 1979, aquando da sua passagem por Júpiter. Tem uma estrutura permanente, um comprimento de cerca de 25 000 km e uma profundidade vertical de cerca de 12 000 km, equivalente ao diâmetro da Terra...


7) Io
Lua de Júpiter. É o corpo mais activo do Sistema Solar. Os seus vulcões são mais quentes que os da Terra, e tem fluxos de lava superiores a 500 km. É o que há de mais aproximado ao conceito de inferno, no Sistema Solar.


8) Anéis de Saturno
São rastos de gelo, poeiras e materiais rochosos. Podem ter dimensões de centenas de milhares de quilómetros, mas têm apenas 1,5 km de espessura. São a imagem de marca de Saturno, que inicialmente foi baptizado por Galileu de "Planeta com Orelhas", por não ter definição suficiente nas primeiras imagens obtidas com o telescópio.


9) Enceladus
Lua gelada de Saturno. O gelo novo e limpo que domina a superfície, torna esta lua como o corpo de maior albedo (brilho reflectido) do Sistema Solar. Foram descobertas evidências de um oceano subterrâneo em Enceladus. Tem uma temperatura de -198º C, porque reflecte quase toda a luz que recebe do Sol.


10) Jápeto
Tem uma crista no seu equador de origem desconhecida, com comprimento de cerca 1 300 km e 20 km de altitude. Um dos hemisférios é brilhante e tem grande albedo, enquanto que o outro é extremamente escuro e difícil de estudar.


11) Úrano
Tem um leve sistema de anéis, de composição semelhante aos de Saturno, mas em muito menor escala. Efectua rotação sobre o seu eixo de translação, ao contrário de todos os outros planetas do Sistema Solar.


12) Neptuno
Tem os ventos mais fortes do Sistema Solar, que podem atingir os 2 100 km/h, prova de uma atmosfera muito activa. Também por isso, possui uma grande mancha tal como Júpiter, mas azul, devido à composição da sua atmosfera.


13) Cometa Halley
Podia ser um qualquer cometa, mas este é o mais simbólico. Descoberto em 1696, visita-nos a cada 76 anos, o que faz com que só o possamos ver, em média, uma vez na vida. Tem agora cerca de 11 km de diâmetro e dentro de 300 000 anos... desaparece.


14) Nuvem de Oort
Esta imagem é uma representação. Representa uma hipotética região povoada de cometas localizada a 50 000 vezes a distância que nos separa do Sol. Define o limite gravitacional provocado pelo Sol.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

AS 7 MARAVILHAS DA ASTRONOMIA - Sistema Solar

Estive muito tempo sem actualizar o blogue. Fase complicada da vida que, se Deus quiser, já só pode ter tendência a melhorar...
Com o post de hoje, pretendo dar continuidade ao que se passa aqui em Portugal, com a eleição das 7 Maravilhas de tudo e mais alguma coisa... como ainda ninguém se lembrou de fazer o mesmo com a Astronomia, eu tomo a iniciativa de brincar um bocadinho com isso.

Ainda não sei bem em que categorias dividir a eleição. O que estou a pensar fazer é dividir em 4 ou 5 "eliminatórias", e depois passar as 3 mais votadas para a eleição final. as categorias seriam:
  • Sistema Solar
  • Catálogo de Messier
  • Nebulosas
  • Galáxias
  • Outros
Para isso, preciso claramente que as pessoas que lêem este blogue colaborem. Senão não piada nenhuma... Digam em comentário quais as imagens que preferem, ou em alternativa coloquem um "Gosto" no meu facebook, na imagem respectiva. Visitem o álbum em:
http://www.facebook.com/media/set/?set=a.205102902873055.49451.100001200404880&type=1

Escolhi 14 imagens/factos. As explicações estão em cada imagem, no meu facebook.
A votação estão:
 1) Sol

 2) Fases de Vénus

 3) Aurora Boreal

 4) Valles Marineris

 5) Cintura de Asteróides

 6) Grande Mancha Vermelha

 7) Io

 8) Anéis de Saturno

 9) Enceladus

 10) Jápeto

 11) Úrano

12) Neptuno

 13) Cometa Halley

14) Nuvem de Oort

terça-feira, 14 de junho de 2011

OS 7 SENTIDOS NA ASTRONOMIA - Paladar, Imaginação, Conhecimento

Quando se faz algo de muito bom, ou se consegue "aquela" conquista que há muito procurávamos, não fica um sabor especial na boca? É exactamente esse o sabor de descobrir "aquela" Estrela, conseguir encontrar "aquela" Galáxia, e encontrar a melhor forma de observar "aquela" Nebulosa...
O paladar que se sente não é obviamente na boca, mas na mente e no coração.

E é na mente que reside o maior segredo para se saborear uma boa noite de Astronomia.
Imaginar como serão os outros mundos que observamos, ali, tão à frente dos nossos olhos, e ao mesmo tempo a uma distância inalcançável, é algo absolutamente maravilhoso.

Deixarmo-nos levar pela nossa imaginação só é suplantado pelo conhecimento que adquirimos ao compreender aquilo que vemos.

É que cada um é livre de imaginar o que quiser. Há mentes sonhadoras, não o é a minha. Sou suficientemente céptico e pragmático para me limitar a imaginar até ao limite que a minha mente permite.
Conhecimento, isso nem todos temos e pior, nem todos queremos ter. Falo por mim, não sei quase nada. A sério que não! Tenho plena consciência do pouquíssimo que sei, mas gosto de conhecer e saber mais.

Adoro compreender aquilo que vejo quando olho para cima. Desde compreender o porquê de as Estrelas cintilarem e os Planetas não, passando pelo porquê de haver Galáxias irregulares e espirais, até ao facto de haver objectos visíveis com infravermelhos e não com luz visível, gosto de compreender.
Gosto de saber por que motivo o Céu de Sul muda mais que o de Norte, de saber o porquê de Mercúrio ser tão difícil de observar...
Gosto de saber os nomes das Estrelas. Gosto de saber o porquê de se chamarem assim e o que levou os Homens a baptizá-las dessa forma.

Eh, pá... A nossa vida tem muita coisa inexplicável.
O Céu não é assim.

E é por isso que me sinto tão em casa quando me dedico à Astronomia...

Nós somos feitos de Estrelas, de matéria estelar, lá produzida.
É por isso que, no escuro da noite, me sinto ofuscado pelo brilho das Estrelas.

O brilho que entra nos nossos olhos quando as observamos é apenas a Luz das Estrelas a voltar a casa...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

OS 7 SENTIDOS NA ASTRONOMIA - Audição, Olfacto, Tacto

Imaginem-se no meio do nada.
À vossa volta só há natureza, fechem os olhos, não procurem as sensações e deixem que elas vão até vós.

Ouçam.

Exactamente, à primeira não se ouve nada... Mas é exactamente esse o segredo. O silêncio da noite é dos melhores sons que os nossos ouvidos podem ter o privilégio de ouvir. Os carros ouvem-se lá muito ao longe, os grilos estão perto mas não se sabe onde... a pessoa que estiver convosco pode falar baixinho, muito baixinho, e mesmo assim será ouvida na perfeição.
O tom baixo da voz pode ser entendido como uma mensagem subconsciente do cérebro para se respeitar a Noite.

Inspirem.

E o aroma da noite? O perfume das plantas? O cheiro a verde, a terra e a pedra?
Nós e a Natureza, Nós e a Terra, Nós e as Estrelas, Nós e o Espaço. O perfume que entra nas nossas narinas é também o perfume do Espaço, o odor das Estrelas...

Sintam.

Sim, muitas vezes o frio. O melhor local para chegar às Estrelas é muitas vezes o oposto do que elas são... Elas são quentes, muito quentes. Até as mais frias são abrasadoras para nós. Mas para chegar a Elas temos de estar no frio. Mas também é óbvio que compensa.
Já estive com temperaturas muito próximas de 0ºC. Custa fisicamente, mas faz um bem gigantesco à alma.
Mas sintam também a Natureza a chegar até vós, sintam as Estrelas a impôr a sua presença.

A Astronomia é uma Ciência completa e complexa.
Deixem que sejam as nuvens a impedir que Ela chegue até vós, e não sejam vocês mesmos a tratar disso...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

OS 7 SENTIDOS NA ASTRONOMIA - Visão

E começo pelo óbvio... claro que uma noite de observação traz implícita a necessidade (ou obrigatoriedade...) de ver coisas, novas ou não, e contemplar a beleza que o Céu nos exibe, descarada mas humildemente, bem diante dos nossos olhos.
Dante dizia:

"Os céus giram sobre ti mostrando-te as suas eternas glórias, mas os teus olhos limitam-se a fitar o chão."

É um desperdício não olhar para cima, para todos os mundos que se sobrepõem a nós e nos fazem perceber quão pequenos somos. O nosso lugar no Universo é verdadeiramente pequeno, mínimo, ínfimo, e basta Olhar o Céu Nocturno para o percebermos. São tantas as Estrelas a iluminar tantos mundos... São Galáxias tão distantes que chegam aos nossos olhos e nos deslumbram com tanta imponência... Enfim, tudo nos mostra a infinidade de Vida que, com certeza, brota por todo o lado e que alguns de nós, Homens, egocentricamente recusamos a aceitar. Somos apenas um ponto. E se não o vemos quando vemos o Céu, então nada vemos à nossa frente...

Só recomendo aos outros aquilo que eu próprio faço. Olhem o Céu. Deixem que a escuridão se apodere de vós, deixem que o breu da noite vos envolva sem receios. Olhem para cima e permitam que todos aqueles infinitos Pontos de Luz vos fulminem os olhos e vos sorvam o espírito. A Astronomia não é uma só uma Ciência que deva ser encarada pelo lado estritamente Físico da questão. Merece ser sentida.
E o primeiro passo é aprender a contemplá-la. Aprender a percebê-la... Quem estiver a iniciar-se na Astronomia, antes de pensar em arranjar um bom telescópio ou uns bons binóculos, deve aprender a usar o que de mais seu pode ter: a visão. 

terça-feira, 10 de maio de 2011

OS 7 SENTIDOS NA ASTRONOMIA

Ai, o tempo que me falta para o meu vício da Astronomia... mas falta por uma boa razão: trabalho! Vou roubar uns minutinhos ao trabalho agora, porque tenho a cabeça em água e não consigo raciocinar como deve ser...

Escrevo hoje sobre os sete sentidos na Astronomia... SETE? Sim... A saber:
  1. Visão;
  2. Audição;
  3. Olfacto;
  4. Tacto;
  5. Paladar;
  6. Imaginação;
  7. Conhecimento.
Sim, os 2 últimos são muito pessoais, mas aplicam-se a qualquer pessoa que queira sorver todos os bocadinhos de uma observação astronómica.
Uma noite acompanhado das pessoas certas, que queiram aprender aquilo que o Céu Nocturno nos quer ensinar, a olhar para as maravilhas que a Noite nos enfia pelos olhos dentro, a saborear a Natureza no seu estado mais puro, mais cru, mais original, é do melhor que pode haver. Liberta a alma, liberta o espírito, liberta o corpo. Só quem não experimentou não concorda comigo. É demasiado bom...

O que eu recomendo a quem quer que seja, amador ou experiente, sábio ou menos sábio, preparado para o que vai encontrar ou nem por isso, é que vá de mente aberta e espírito disponível para a Natureza, para o Mundo e para os Mundos que vai encontrar numa noite de observação. Devorar o Céu Nocturno é semelhante a ser devorado por ele. É quase uma experiência religiosa, para os crentes como eu. Digo isto por um motivo... Eu não vou à Eucaristia por obrigação, vou quando sinto falta de Deus. E quando vou, faço-o de espírito aberto para ouvir a Sua Palavra. Fazer uma observação astronómica também só me sabe bem por ir de mente totalmente disponível para aprender...

E nisso aplico os meus sentidos. Todos eles...

Começo no próximo post a falar um pouco sobre eles.

terça-feira, 26 de abril de 2011

UMA ESTRELA MAIS

Há mais uma Estrela no meu Céu.
Os últimos tempos da minha vida não têm sido fáceis, nada fáceis, e uma das causas é o desaparecimento do meu cão, que eu considerava o meu irmão mais novo. Partiu numa altura em que lhe começavam a faltar as forças para viver fisicamente, mas ele mantém-se vivo em mim. Ele é uma minha Estrela, e só lhe poderia retribuir o muito que ele fez por mim e o bem que me fez sempre sentir, "dando-lhe" uma Estrela só dele.

No meu Céu, ele tem tudo a haver com Sírio, a Estrela do Cão.
É a Estrela mais brilhante do hemisfério Norte, a que mais encanta, a que mais embeleza o Céu.
É a Estrela mais aguardada pela sua imponência e pelo que significa, desde os tempos mais antigos.
É inevitável sentir o poder do seu brilho e da sua cintilação, um dos espectáculos nocturnos mais belos. Sinto Paz, como se algo bom estivesse a nascer em mim. É uma renovação, um brotar de força.

O meu cão sempre me fez sentir o mesmo. Paz, Amor, Força... Sempre renovou tudo o que de bom há em mim, pelo simples facto de existir e de fazer questão de se mostrar presente.

E analiso o nome da Estrela, e o que me diz? Que "Sírio" vem do Grego "seirios", que quer dizer "brilhante" ou "o escaldador". Já os antigos Egípcios adoravam Sírio por esta indicar a altura do ano em que deveriam renovar as suas culturas.

Enfim... sempre que olho para cima, lembro-me dele.
Desculpem este meu post, mas... não resisti.

quinta-feira, 10 de março de 2011

A MAGIA DA NOITE

Este espaço, por ser um cantinho do Espaço, é também um cantinho de mim.
Sou demasiado viciado no que gira por cima das nossas cabeças para não me permitir confundir um bocadinho... Por isso, perdoem-me alguns posts menos técnicos, científicos ou factuais, pois por vezes é aqui que desabafo.

Depois de tanto tempo a escrever sobre um tema tão objectivo, hoje tenho um post que é tudo menos isso.

Há poucas semanas houve um problema num prédio aqui ao lado, e tive de me manter acordado a maior parte da noite. Uma vez que já não fazia sentido ir para a cama, optei por ir directo para a faculdade. Eram 5h30 quando saí de casa. Tive tempo para ver as Estrelas e matar saudades delas, porque a chuva tinha dado, nessa noite, umas deliciosas tréguas. Era uma 6ª feira de manhã e eu ainda me sentia em modo 5ª feira, mas aquele bocadinho fez-me um bem impressionante. Como só ia apanhar o comboio das 6h04, tive tempo de ir devagar a olhar para cima, a sentir o frio bater-me no rosto, e ir ouvir os pássaros e o mar. Estava zero de vento, o que permitiu concentrar-me no silêncio da noite, enquanto consegui não congelar.

Não estava sozinho. Senti comigo Saturno, Vénus, Antares, Vega, Altair, Capella e tantas outras...
Quando saí do metro para ir para a faculdade, apercebi-me como tinha muita sorte por fazer o caminho em direcção a Este, ou seja, de frente para o nascer do Sol. Os tons aí estavam alaranjados, sublimes, a invadir o dominante azul escuro da noite.

Apesar de tudo, dos problemas e da falta de sono, aquele bocadinho permitiu-me encontrar-me comigo mesmo. Coisa tão rara nos últimos tempos...

sexta-feira, 4 de março de 2011

HISTÓRIA DA ASTRONOMIA - conclusão

E termino com o 23º post sobre a História da Astronomia.

Poderia agora falar da outras teorias acerca do próprio Big Bang. Foi o primeiro? O que havia antes disso? Terá sido o início dos tempos ou houve algo em t<0? Teoria das cordas? Teoria das membranas? Outras dimensões e mundos paralelos? Não sei o suficiente sobre isso, mas posso dissertar... mas iria fugir ao tema da HISTÓRIA REAL da Astronomia, e não é isso que pretendo hoje.

Tudo começou com as medições básicas das dimensões da Terra e da distância da Terra à Lua e ao Sol, mas o essencial foi a curiosidade do Homem em conhecer mais do mundo onde vive, do seu lugar no contexto global do Universo, e da necessidade de compreensão da sua História e das suas origens.
Desde Aristarco e Eratóstenes, passando por Kepler e Galileu, chegando a Penzias e Wilson, muitos outros nomes foram ficando submersos na História daquela que é, a meu ver, a mais bela Ciência de todas, a mais inesgotável das fontes de conhecimento.

É obrigatório ficar fascinado ao olhar para o Céu, a imaginar outros mundos e outras realidades, a compreender que apesar de o Espaço nos conduzir a um caleidoscópio de sensações, é também algo que se rege pela exactidão da Matemática, e que apesar de nos conduzir para a ambiguidade dos sonhos, também nos obriga a compreender a objectividade da Física e da Química...

Quero compreender cada bocadinho de Céu, pois só assim mostrarei a mim mesmo que não sei nada sobre ele.

Quero construir assim a minha própria história.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

HISTÓRIA DA ASTRONOMIA - O COBE - 2

No seu lançamento, rompeu a barreira do som em 30s e ficou em órbita em 11min. Com um ajustamento final, estacionou nos 900km de altitude, em órbita polar, circum-navegando a Terra 14 vezes por dia.

Desde os primeiros dados enviados, foi claro que o COBE funcionava na perfeição.
O primeiro levantamento do céu ficou concluído em Abril de 1990, mas tinha pouquíssima resolução.
Em Dezembro de 1991 surgiu o primeiro levantamento completo do céu, fruto de 70 milhões de medições, e apresentava uma variação de 0,001% no comprimento de onda dependendo da direcção da observação.
Seguiu-se um estudo exaustivo acerca dos resultados encontrados até Abril de 1992, altura em que a descoberta foi devidamente anunciada numa conferência realizada em Washington.

Nas imagens, e sem entrar em grandes detalhes, pode ver-se a variação detectada pelo COBE. Os diferentes tons correspondem a diferentes intensidades de RFM.
Vê-se a radiação proveniente das estrelas da Via Láctea ao centro. No outro mapa, retira-se essa radiação e obtém-se a distribuição da RFM em todo o Universo. Grande parte do mapa é ruído aleatório, mas uma análise detalhada revelou a tal variação de 0,001%.

George Smoot, um dos responsáveis pelo COBE, disse: “Para quem for religioso, é como contemplar a face de Deus.”

Provou-se que o Universo é dinâmico, está em expansão e evolui. Tudo o que há hoje é resultado de uma gigantesca explosão, um Big Bang quente, denso e compacto, ocorrido há 10 mil milhões de anos.
O modelo do Big Bang estava comprovado.