sábado, 25 de setembro de 2010
HISTÓRIA DA ASTRONOMIA - De Revolutionibus
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
HISTÓRIA DA ASTRONOMIA - o heliocentrismo

- Os corpos celestes não têm um centro comum;
- O centro da Terra não é o centro do Universo;
- O centro do Universo está perto do Sol;
- A distância entre a Terra e o Sol é insignificante quando comparada com a distância às estrelas;
- O movimento diário aparente das estrelas é o resultado da rotação da Terra sobre o seu próprio eixo;
- A sequência anual aparente de movimentos do Sol é o resultado da translação da Terra à volta do Sol; todos os planetas giram em torno do Sol;
- O movimento retrógrado aparente de alguns planetas é explicado meramente pela nossa posição como observadores numa Terra móvel.
Parto daqui no próximo post...
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Hoje fiquei maravilhado com a visão do Céu. O que tinha de especial? Tudo e nada.
Nada, porque estava belo como sempre.
Tudo, porque a simplicidade do brilho das Estrelas me arrasa. Eram tantas e tão brilhantes... É um privilégio ter Vega, Deneb, Altair, Betelgeuse, Rigel, Capella, Procyon e Sírio no mesmo Céu, sempre tão bem acompanhadas por um imponente Júpiter. E estas são só as detentoras dos papéis principais, porque Alnilam, Alnitak, Mintaka, Menkalinan, Tarazed e tantas outras são excelentes candidatas ao Óscar de melhor papel secundário...
Amo o Céu de Inverno, e basta olhar para Ele!
Como dizia Dante: "Os céus giram sobre ti mostrando-te as suas eternas glórias, mas os teus olhos limitam-se a fitar o chão."
Não perca tempo, contemple a beleza que se expõe diante de si...
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
HISTÓRIA DA ASTRONOMIA - epiciclos
Basicamente, tudo se justificava com base nos círculos. As órbitas dos Planetas eram circulares, com a Terra no centro. Os teológos encorajaram esta teoria, uma vez que estava de acordo com a Bíblia. Com a leitura que eles faziam da Bíblia, acrescento eu. Aliás, a Bíblia não é feita para se ler ipsis verbis o que lá está, mas sim para se entender todo um conjunto de símbolos que ela representa. Mas isso são contas de outro rosário... Mostro uma imagem representativa deste modelo que Ptolomeu arranjou. Eu ia dizer alucinou, mas vou respeitar as suas ideologias...

Tentando explicar... Todos os Planetas fariam a sua órbita sobre um círculo imaginário cujo raio seria considerado o deferente, e efectuando a sua trajectória na forma de pequenos círculos sobre si mesmo, chamados epiciclos. Ora, os raios do deferente e as velocidades de cada epiciclo podem ser ajustados de forma a ajustar a trajectória de cada Planeta... isto é arranjar um modelo e encaixá-lo de qualquer maneira na observação prática...
Para que o seu pseudo-modelo explicasse todas as observações, Ptolomeu introduziu o excêntrico e o equante, pontos imaginários. O excêntrico era um ponto imaginário próximo da Terra, que seria o verdadeiro centro do deferente. O equante era outro ponto imaginário, cuja influência contribuiria para a velocidade variável dos Planetas. Confuso/a? Não me espanta, eu tive de ler várias vezes coisas acerca disto para perceber. Mas não se preocupe, vou ter pena de si e não vou desenvolver este tema. Fica só uma imagem, para uma tentativa de explicação.
(Na imagem falta um x no excêntrico, mas não reparem...)
No próximo post caio na realidade de novo, e tropeço no heliocentrismo.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
HISTÓRIA DA ASTRONOMIA - o geocentrismo

Mas foram detectadas algumas coisas que não batiam certo com este modelo. Por exemplo, o movimento retrógrado dos Planetas, de que Marte é o maior expoente, não era explicado por este modelo.
O que é o movimento retrógrado? Basicamente, é o movimento aparente de um Planeta, ao longo do céu, originado simplesmente pelo natural curso da sua órbita.
E aqui faço uma pausa até ao próximo post...
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
HISTÓRIA DA ASTRONOMIA - dimensões do Sol

Tal como no outro caso, a razão entre a distância da Terra à Lua com o seu diâmetro deverá ser igual à razão da distância ao Sol com o seu diâmetro. E como só falta um dado, é uma regra de 3 simples...
Outro processo para se determinar o diâmetro do Sol, usando a mesma linha de raciocínio, está em usar uma placa com um orifício. Esse orifício deixa passar a luz do Sol, projectando um círculo. Depois é só fazer contas simples.
Sabendo que d/r=D/R, isola-se D e tem-se D=Rxd/r
O único objectivo é mostrar como coisas aparentemente complicadas podem ter soluções simples, se pensarmos de forma correcta.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
NOVO SISTEMA "SOLAR" DESCOBERTO
Que não faz sentido que o nosso Sistema Solar seja único, dada a infinita vastidão do Universo, já se sabia. Que já tinham sido descobertos alguns exoplanetas, também já não é novidade. Mas hoje veio a público pelo ESO (European Southern Observatory) que se descobriu um novo Sistema, idêntico ao nosso. É o mais rico até agora descoberto.
O seu "Sol" é a Estrela HD10180, na Constelação austral de Hydrus (Cobra de Água Macho). É constituído por 5 planetas semelhantes a Neptuno e supõe-se que haja mais dois.
Toda a outra informação útil está neste vídeo, que vos aconselho a ver:
http://www.youtube.com/watch?v=1PGcPytzcN4
(Não estou a conseguir fazer upload)
terça-feira, 24 de agosto de 2010
HISTÓRIA DA ASTRONOMIA - da Terra ao Sol
Que, quando a Lua estivesse precisamente em Quarto Crescente ou Minguante, formaria com o Sol e a Terra um triângulo rectângulo, como mostro na figura.
Sabendo a distância Terra-Lua, foi possível calcular a distência Terra-Sol, após medição do ângulo que existe entre as linhas que unem a Terra ao Sol e a Terra à Lua. E aqui surge o erro...
Aristarco determinou este ângulo com o valor de 87º, o que colocaria o Sol a uma distância de apenas 20 vezes os 320000km que nos separam da Lua. O valor real do ângulo é 89,5º, o que afasta o Sol para uns confortáveis 400 x 320000km...
Mas como disse, o que foi verdadeiramente importante aqui? O estabelecimento de um método mais que válido...
O mesmo método pode ser usado para explicar a existência de fases em Vénus, e para se fazer o mesmo cálculo colocando Vénus no lugar da Lua.
sábado, 21 de agosto de 2010
HISTÓRIA DA ASTRONOMIA - da Terra à Lua

E agora a Matemática (ui, que complicada que ela é...).
A Lua faz um triângulo semelhante ao já verificado, tal como é esquematizado. Ora, triângulos semelhantes têm propriedades semelhantes. O que é que isto implica?
Que, se no triângulo pequeno a relação entre o comprimento do braço e a altura da unha dá uma proporção de 100:1, então o mesmo se passará com o outro triângulo maior. Ou seja, a relação entre a distância da Terra à Lua e o diâmetro dará a mesma proporção de 100:1. Na prática, a distância da Terra à Lua é 100 vezes o seu diâmetro.
Diâmetro da Lua = 3200km
Distância Terra-Lua = 320000km
Foi dado mais um passo absurdamente simples...
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
HISTÓRIA DA ASTRONOMIA - lógica
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
OBSERVAÇÃO 14/08/2010 - fotos
M31 - Galáxia de Andrómeda
Magnitude 3,50
M5 - Aglomerado globular na Serpente
Magnitude 5,80

